São Paulo ‘Angústia profunda’, diz amigo de bolsonarista morto a facadas em briga por política

‘Angústia profunda’, diz amigo de bolsonarista morto a facadas em briga por política

Eleitor do PT acertou facadas no estilista José Roberto Gomes Mendes, de 52 anos, que morreu. Vítima era atuante nas redes sociais

  • São Paulo | Do R7

José Roberto Gomes Mendes

José Roberto Gomes Mendes

Reprodução/Facebook

“Trabalhador e cuidadoso com os filhos.” Assim o comerciante Udson Pires, de 53 anos, define o amigo José Roberto Gomes Mendes, de 52 anos, morto nesta terça-feira (4) em razão de uma discussão política em Itanhaém, no litoral de São Paulo.

Segundo a investigação, o autor do crime é Luiz Antônio Ferreira da Silva Santos, de 42 anos. Ele é apoiador do PT e morava com José Roberto. Santos não teria gostado de comentários feitos pelo estilista sobre o Partido dos Trabalhadores. Após entrarem em luta corporal, a vítima recebeu vários golpes de faca e não resistiu aos ferimentos. Ele deixa a esposa e dois filhos.

Amigo de José Roberto há 18 anos, Udson lamentou a morte. “Vejo com angústia profunda e muito pesar.” O comerciante conta que a vítima produzia peças de roupa. Por causa das dificuldades nesse ramo, tornou-se mecânico. “Sempre trabalhou”, diz Udson.

O estilista era natural de Lages, no interior de Santa Catarina, e morava em Itanhaém. Simpatizante do presidente Jair Bolsonaro, José Roberto era bastante atuante nas redes sociais e publicava com frequência posts sobre política.

O caso segue sendo investigado pela polícia. O R7 tenta contato com a defesa de Luiz Antônio Ferreira da Silva Santos. Assim que ela se manifestar, o conteúdo será adicionado à reportagem.

Segundo a Polícia Militar, o agressor afirmou que a vítima estava com a faca e que, na hora da confusão, ele próprio caiu sobre a arma. O caso continua sendo investigado.

Política e assassinatos

Esta não é a primeira vez em que uma discussão política termina em morte no Brasil neste ano. Em julho, o policial penal Jorge Guaranho, apoiador de Bolsonaro, assassinou o então tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), Marcelo de Arruda. O crime ocorreu no dia da festa de aniversário do petista.

Guaranho entrou no local da festa e disparou várias vezes contra o petista, que revidou. O policial penal foi atingido, mas resistiu aos ferimentos. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e por causar perigo comum às pessoas presentes ao local do crime.

Dois meses depois, em setembro, um apoiador do presidente Bolsonaro matou um apoiador do ex-presidente Lula em uma propriedade rural no município de Confresa, em Mato Grosso, na noite de 7 de Setembro — dia em que se comemora a Independência do Brasil.

Segundo a Polícia Civil, a discussão foi iniciada por questões políticas, conforme informado pelo suspeito, que tem 24 anos. Ele foi preso em flagrante, e a prisão foi convertida em preventiva (sem prazo de duração) pelo Judiciário.

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