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ANP multa 76 postos por problemas na venda de combustíveis

21 autuações foram por "bomba baixa", quando o combustível informado é maior que o colocado no veículo. Fiscalização ocorreu em 13 estados

São Paulo|Márcio Neves, do R7, com Agência Brasil

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Em nove dias uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) multou em todo o Brasil, 76 postos de gasolina por irregularidades. 21 autuações foram por "bomba baixa", quando o volume de combustível informado é maior que o colocado no veículo.

Fiscalização ocorreu em 547 postos em 13 estados
Fiscalização ocorreu em 547 postos em 13 estados

A fiscalização da ANP visitou 547 postos de revenda de combustíveis em 94 municípios de 13 estados: Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.


“O objetivo da operação foi pegar locais que, nesta época do ano, têm aumento grande de consumidores por conta das férias e isso leva a um aumento dos produtos comercializados. A gente fez essa operação para verificar se o aumento de fluxo de pessoas e de produtos traria algum problema pontual na qualidade e na quantidade. E verificou que, ao contrário, está abaixo do número que costuma apresentar. Encontramos uma conformidade bastante alta”, afirmou o superintendente adjunto de Fiscalização da ANP, Marcelo da Silva.

Aferição


Nos 547 postos fiscalizados nos 13 estados brasileiros, a ANP aferiu 6.077 bombas, das quais somente 33 foram interditados por estarem com vazão a menor. Ou seja, o consumidor abastece 20 litros e, na realidade, entram no tanque 19,7 litros, por exemplo. Marcelo da Silva avaliou que nenhum índice foi elevado. “A gente teve problema (diferença a menos) de 200 ml (mililitros), 150 ml, 300 ml. Não foi nenhuma quantidade grande”.

Ele informou ainda que, do total de postos pesquisados, 18 foram autuados, em nove estados, sendo 12 no Nordeste, dois em Minas Gerais, dois em Goiás e dois no Amazonas. Das 33 autuações de bombas por quantidade, cinco ocorreram em um único posto de Minas Gerais. Outras dez bombas foram interditadas por estarem comercializando produto fora das especificações.


Segundo o superintendente, a ANP está sempre acompanhando o mercado. “A nossa ideia é estar sempre trabalhando para manter as operações de rotina, sempre imaginando alguma forma de surpreender para verificar se o mercado está se comportando de forma normal”. Na avaliação dele, o padrão de qualidade do setor no Brasil é muito bom. “A gente tem uma situação ou outra de anormalidade, mas os índices estão muito bons”.

Esse tipo de operação realizada pela ANP tem dois intuitos: dar uma monitorada nas regiões e, em segundo lugar, coletar informações que servirão de subsídio para a agência ter uma fiscalização mais focada em determinados pontos, por alguma irregularidade.

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