Ao menos 50 são detidos por tentativas de arrastão na Virada Cultural
Quatro pessoas foram feridas; duas esfaqueadas e duas baleadas
São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Record

Cinquenta e uma pessoas foram detidas na madrugada deste domingo (18), por tentativas de furtos e arrastões durante a Virada Cultural, informou a Polícia Militar. Os detidos seriam levados ao 2º DP (Bom Retiro) e 3º DP (Santa Ifigênia). Segundo a PM, 21 pessoas foram presas na Rua Barão de Tatuí, próxima ao metrô Santa Cecília, e as outras 30 no Largo São Bento.
De acordo com a polícia, duas pessoas foram esfaqueadas na região central, uma nas costas e outra no tórax. Um homem e uma mulher foram baleados na rua General Osório e foram foram levadas à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Outros três baleados deram entrada na Santa Casa ao longo do evento. No total, o hospital realizou 59 atendimentos.
Cinco vítimas estão em estado grave.
Trinta detidos foram abordados na rua São Bento, após um corre-corre – um deles, segundo a PM, estava com um revólver calibre 38. Ao notar a viatura, tentou fugir. Minutos depois, os policiais encontraram o rapaz na rua da Quitanda e o detiveram. Celulares e objetos diversos foram apreendidos. O caso foi encaminhado ao 1º DP.
Na praça Princesa Isabel, uma pessoa foi agredida após tentar reagir a uma tentativa de furto.
Até o momento, a polícia não tinha balanço sobre número total de vítimas, que deveriam ser levadas ao mesmo DP onde estavam os suspeitos.
Durante a madrugada, a reportagem presenciou correria na rua General Osório. No local, a Polícia Militar passou a revistar uma série de jovens. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas sobre a população no Largo São Francisco e dispersam o público. Guardas civis não souberam dizer o motivo do disparo e atribuíram a responsabilidade à PM.
Por volta da 0h de domingo, outros grupos de jovens e adolescentes foram vistos correndo na região da Barão de Limeira e Duque de Caxias. Um pouco antes, por volta das 23h30, soldados da PM revistavam três turmas ao mesmo tempo em um espaço de duas quadras. Uma delas aguardava a revista ajoelhada. O recepcionista de um hotel na região trabalhava com as portas fechadas por uma barra de ferro.
Na rua 25 de março, próximo ao palco do funk, a força tática foi acionada para agir depois de arrastão.
Por volta da meia noite, um arrastão levou dinheiro, celulares, tênis e até camiseta de um grupo que estava trabalhando na virada na venda de bebidas. O comerciante Diogo Silva de Sousa, de 31 anos, contam que um grupo de mais de 20 criminosos encontrou ele, o filho Israel, de 12 anos, e o amigo Zenildo Marques, de 17. O caso aconteceu na Ladeira da Constituição.
— Chegaram gritando, agredindo e levaram meu tênis, celular, carteira e as mercadorias.
Ele vendia cervejas em dois isopores e acabou sem as bebidas e descalço. Um amigo teve de emprestar uma jaqueta para Marques depois que o grupo levou seu tênis e até sua camiseta.
— Me derrubaram no chão e tomaram tudo. Israel, o mais novo, ficou sem o agasalho. Bem no dia do meu aniversário.
A Polícia Militar deve divulgar um balanço do evento nesta segunda-feira (18).
Vandalismo e vinho químico
Na avenida São João, o R7 flagrou um jovem que escalou uma placa de estacionamento para pichar, durante o show de Mark Farner.
As maiores aglomerações, durante a madrugada, aconteceram ao redor do palco da avenida São João, onde ocorreu o vandalismo, do palco do largo Arouche, onde Vanusa se apresentou, e da palco da praça Júlio Prestes, que receberia a homenagem a Jair Rodrigues.
Com menos atrações, porém, a Virada deste ano também atrai, durante a madrugada, um público aparentemente inferior ao dos anos anteriores. Ainda não há um balanço oficial.
A reportagem não presenciou venda de vinho químico. O crack, porém, circulou pela Virada. Por volta das 3h30, cerca de 30 pessoas consumiam a droga na alameda Glete, próximo à avenida Duque de Caxias.















