Após 37 horas, bombeiros seguem busca por operário desaparecido em desabamento de prédio
Obra desabou na noite de segunda em Guarulhos; colega disse que vítima estaria no dormitório
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral e SP no Ar
Após 37 horas, os bombeiros continuam as buscas pelo ajudante-geral Edenilson de Jesus dos Santos, de 24 anos. Ele desapareceu na noite de segunda-feira (2), após o desabamento de um prédio em construção no qual ele trabalhava em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Segundo um colega de trabalho, o jovem estaria no dormitório da obra no momento do acidente.
As equipes de resgate trabalham na remoção dos escombros para tentar encontrar o operário. No fim da noite de terça-feira (3), o Corpo de Bombeiros informou que conseguiu encontrar uma cama intacta no alojamento dos funcionários. O móvel não foi atingido pelos destroços, ficou protegido numa espécie de bolsão protegido pelas vigas.
Os bombeiros esperam que Santos tenha ficado refugiado em um destes bolsões. A maior parte do entulho ainda está dentro do terreno. As buscas estão concentradas perto do alojamento. Mas a corporação ainda não conseguiu chegar ao segundo subsolo. É ali que está o banheiro onde foram vistos, nas primeiras horas depois do desabamento, vazamentos de água, como explica o capitão do Corpo de Bombeiros, Régis Leme Borges dos Santos.
— Quando as primeiras equipes chegaram, existia ainda um período que dava pra acessar. E posteriormente veio a colapsar e nós perdemos esse contato.
“Para cair prédio tem que ter muito erro”, diz sindicato
O funcionário costumava dormir na obra e só ia para casa aos finais de semana. No início da tarde de terça-feira, a carteira do trabalhador foi encontrada próxima ao chuveiro do dormitório, que estava aberto. Por causa disso, os bombeiros acreditam que o operário poderia estar tomando banho quando o acidente aconteceu.
Depois do desmoronamento, apenas 20% dos escombros foram removidos, segundo o capitão dos bombeiros.
— Não é algo que vamos fazer de imediato, pois podem ocorrer novos abalos.
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