Após 6 horas de protestos, rodoanel é liberado
Anchieta, Cônego e Castello Branco ainda tinham problemas de tráfego devido a manifestações
São Paulo|Do R7

Após seis horas de protesto, todas as faixas do rodoanel foram liberadas por volta das 12h30 desta segunda-feira (1º). As rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni e Castello Branco ainda tinham problemas de tráfego por causa de outras manifestações.
Durante toda a manhã, a pista sentido Mauá, no km 46 do Trecho Sul do Rodoanel ficou interditada. Segundo a concessionária SP Mar, responsável pela via, das 11h15 às 11h40, os manifestantes fecharam também todas as faixas da pista sentido Régis Bittencourt, no km 46.
Às 12h30, ainda havia 13 km de congestionamento no sentido Mauá, do km 33 ao km 46. Na pista sentido Régis não havia problemas de tráfego, segundo a concessionária.
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A rodovia Castello Branco permanecia totalmente bloqueada às 13h por causa de um protesto de caminhoneiros que começou às 5h, na altura do km 30, em Itapevi, na Grande São Paulo, de acordo com a Via Oeste, concessionária que administra a rodovia. Os manifestantes só haviam liberado a faixa da esquerda, sentido São Paulo, para passagem de carros e motos, segundo a Via Oeste. No horário, a pista sentido interior tinha 6 km de congestionamento entre os km 24 e o 30, e a pista sentido capital, tinha 2 km do km 32 ao km 30.
Na Anchieta, as faixas da direita e central ainda continuavam bloqueadas, no sentido litoral, na altura do km 23, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo a concessionária Ecovias, o tráfego fluía pela faixa da esquerda. No horário, o trânsito era congestionado, no sentido litoral, entre os km 21 e km 23. No sentido São Paulo, o movimento de veículos era lento na altura do km 23, por causa da manifestação.
Ainda na Anchieta, o tráfego de veículo já tinha normalizado na região da Baixada Santista onde mais cedo aconteceu outra manifestação fora de concessão da Ecovias.
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Na Cônego Domênico Rangoni outra manifestação era registrada. O tráfego continuava parado em ambos os sentidos, já que manifestantes ocupavam as pistas na altura do km 250. As demais rodovias do Sistema Anchieta/Imigrantes tinham tráfego normal, segundo a Ecovias.
A pista Norte, sentido Belo Horizonte, da rodovia Fernão Dias estava com tráfego restrito no km 502, na região de Betim (MG), devido a manifestações, que bloqueava o tráfego em ambas as faixas. O tráfego seguia pela via marginal e não havia lentidão no local, segundo a concessionária Autopista. Ainda neste sentido, havia lentidão do km 521 ao km 512, entre as regiões de Brumadinho e Igarapé (MG), do km 592,5 ao km 589, na região de Carmópolis de Minas (MG), e do km 620 ao km 617, na região de Oliveira (MG), também devido a manifestações, que prejudicavam o tráfego na faixa 2. Os veículos seguiam pela faixa 1.
Na pista Sul, sentido São Paulo, havia filas do km 509 ao km 512, entre as regiões de São Joaquim de Bicas e Igarapé (MG), do km 588 ao km 589, na região de Carmópolis de Minas (MG), e do km 616,6 ao km 617, na região de Oliveira (MG), também devido a manifestações, que restringia o tráfego na faixa 2. Os veículos seguiam pela faixa 1.
Porto de Santos
As manifestações desta manhã impediam a entrada de caminhões no Porto de Santos, litoral paulista, para descarregar mercadorias. Porém, a operação do porto era normal por volta das 13h30. De acordo com a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), o embarque de mercadoria não foi interrompido. Com o pátio e os armazéns cheios, os navios trabalhavam normalmente.
No entanto, as duas vias de acesso ao porto não recebiam caminhões. A reta da Alamoa, que possibilita a chegada por Santos, tinham caminhões em fila dupla por toda a extensão de cerca de 1 km da via. Nenhum veículo entrava no porto para descarregar produtos.
Já a rua do Adubo, via que dá acesso ao porto por Guarujá — e normalmente possui trânsito muito intenso de caminhões — não possuía nenhum veículo do tipo nesta segunda-feira. A operação dos navios do porto deve ser afetada apenas se a manifestação continuar por alguns dias, impedindo a entrada e saída de caminhões no porto.
Manifestações
Na Castello Branco, na Anchieta, na Fernão Dias e na Cônego, o protesto é organizado pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro. Eles reivindicam subsídio no preço do óleo diesel, isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do País, criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas, votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei 12619/12 (Lei do Motorista) e também define soluções para as questões de cartão Frete, CIOT, concorrência desleal exercida por transportadores ilegais que causa valores defasados dos fretes.
Ainda segundo o site da categoria, a manifestação deve durar 72 horas em todo o País e deve terminar na quinta-feira (4), às 6h. O protesto que acontecia no trecho sul do Rodoanel ainda não tinha motivo identificado, segundo a concessionária.














