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Após apelar da sentença, defesa de Mizael Bispo terá oito dias para justificar recurso

Prazo para os advogados justificarem a apelação deve ser publicado nesta quarta (24)

São Paulo|Do R7

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Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima
Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima

O Tribunal de Justiça de São Paulo deve publicar no Diário de Justiça Eletrônico, desta quarta-feira (24), o prazo para que a defesa de Mizael Bispo, condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, apresente as razões do recurso. Os defensores do policial militar reformado recorreram em plenário da sentença e agora vão ter que justificar as razões dessa apelação. Após a divulgação do prazo, os advogados terão oito dias corridos para apresentar o motivo do seu questionamento.

Um dos três advogados de Mizael, Ivon Ribeiro, chegou a adiantar em março para o R7 que iria pedir a redução da pena, mas que os defensores ainda não tinha decidido pela anulação do júri. Até a publicação desta matéria, a defesa do condenado não foi localizada. 


Acusação 

O promotor de Justiça Rodrigo Merli também recorreu da sentença do advogado Mizael Bispo. O representante do Ministério Público entrou com o recurso na vara do júri de Guarulhos. Porém, ele ainda aguarda a intimação do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) para fundamentar a sua decisão.


Quando for convocado pelo TJ-SP, Merli solicitará que a pena total do réu chegue a 22 anos ou 23 anos. Ele também vai pedir a perda do cargo de “policial militar reformado”. Com isso, o acusado poderia perder a aposentadoria a que tem direito.

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Julgamento 

O julgamento de Mizael Bispo durou quatro dias no Fórum Criminal de Guarulhos, Grande São Paulo. Ao todo, foram ouvidas nove testemunhas — cinco da acusação, três da defesa e uma do juízo. Inicialmente, estavam previstas 11, mas duas foram dispensadas pelos advogados do réu.


Após o fim do julgamento, familiares da vítima afirmaram estar descontentes com a pena, já que após sete anos de prisão, o condenado poderá pedir, na Justiça, transferência para o regime semiaberto.

Depois do julgamento, Mizael voltou para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, onde ficam os policiais que cometem crimes. Ele deve permanecer na unidade prisional até se esgotarem todos os recursos da defesa.

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