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Após cair na rua, jovem é liberada de hospital e morre; família fala em negligência

Médicos não conseguiram detectar o problema; caso aconteceu no Arujá, na Grande São Paulo

São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

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Uma jovem de 21 anos morreu depois de ser atendida e liberada de um hospital em Arujá, na região metropolitana de São Paulo. Ela caiu na porta de casa e bateu a cabeça, mas os médicos disseram que não era nada. Cinco dias depois, ela teve uma parada cardíaca. Família fala em negligência.

Jovem caiu na calçada após festa
Jovem caiu na calçada após festa

Keli Cristina Lima, de 21 anos, participou da festa de aniversário do irmão no último sábado (25), no Arujá. Depois do evento, no qual ela tinha bebido um pouco, ela tropeçou na rua e caiu na calçada. 


Segundo parentes, ela ficou ferida no rosto e reclamava de dores. Keli foi levada a um pronto-atendimento na cidade. Ela teria ficado meia hora no local, onde recebeu glicose e teve alta.

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A vítima sentiu dores durante a madrugada e no domingo amanheceu pior. Segundo a família, não sentia os braços e pernas. Keli voltou ao pronto-atendimento em uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Depois de horas, uma tomografia da cabeça não revelou nenhum problema.

A família diz que insistiu para que Keli fizesse outro exame. Desta vez, foi uma tomografia da coluna cervical. Os médicos analisaram a imagem e também não descobriram nada. A paciente voltou a ter alta. A jovem continuou a sentir dores e não conseguia mexer o corpo, principalmente as pernas. Na quarta-feira (29) à noite, ela teve uma parada cardíaca e morreu. Após a morte, um médico teria dito à família que ela tinha uma vértebra quebrada. Os parentes fizeram um boletim de ocorrência que foi registrado como morte suspeita. 


No hospital, o diretor-técnico Walter Guinger mostrou exames e disse que, em nenhum momento, Keli teve alta, porque ela ainda passaria por uma avaliação neurológica. E que vai analisar novamente todos os exames da jovem, inclusive as tomografias. Keli morava no Aruja com a avó. Era órfã de pai e mãe. Não trabalhava e tinha um filho de dois anos. 

A Secretaria de Saúde de Arujá informou que vai ajudar no que for possível nas investigações e aguarda apenas o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para tomar as providências necessárias.

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