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Após denúncia, Ouvidoria apura a morte de entregador de marmitas

Jovem foi atingido por seis tiros na Vila Mariana, zona sul de São Paulo

São Paulo|Ana Beatriz Azevedo, estagiária do R7, e Peu Araújo, do R7

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Crime aconteceu no dia 9 de novembro na Vila Mariana
Crime aconteceu no dia 9 de novembro na Vila Mariana

Depois de uma denúncia anônima, registrada na última sexta-feira (8), a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo passou a acompanhar a investigação da morte do vendedor de marmitas Matheus Vieira de Jesus, de 20 anos, ocorrida na tarde de 9 de novembro na comunidade Mario Cardim, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Na sede da Ouvidoria, a testemunha reiterou que o crime foi cometido por policiais civis. “Reconhecemos seis policiais que vão sempre na comunidade para pegar dinheiro”, disse. A denúncia afirma ainda que três desses homens foram os responsáveis pela morte de Jesus.


Segundo informações do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), após a suspeita de que o crime teria sido cometido por policiais civis, a responsabilidade sobre o caso passou a ser da Corregedoria.

Testemunhas do crime foram chamadas, no dia 30 de novembro, para identificar o último suspeito na sede do DHPP. Ele seria o autor dos disparos que mataram Jesus. Segundo familiares da vítima, o homem seria um policial civil — na abordagem, os dois homens anunciaram ser policiais.


Procurada, a SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública) afirma que o caso foi registrado como homicídio qualificado no 27º DP e o inquérito policial foi encaminhado ao DHPP. A investigação segue em andamento com a Corregedoria da Polícia Civil e encontra-se em fase de investigação, com a oitiva de testemunhas e familiares da vítima, bem como na verificação de câmeras de monitoramento no local dos fatos e proximidades."

Questionada sobre a autoria e o motivo do crime, a pasta não se posicionou. 


O caso

O entregador de marmitas Matheus Vieira de Jesus, 20, foi assassinado com seis tiros por volta das 17h do dia 9 de novembro.


Segundo informações de testemunhas, Jesus foi alvejado em um bar e correu até uma viela, onde mora sua sogra. O entregador de marmitas foi atingido com seis tiros, o último deles disparado em frente a sua mulher e sua filha de dois anos.

De acordo com a família de Jesus e testemunhas, o crime aconteceu depois que três homens, sendo que um utilizava um uniforme de uma empresa de energia, entraram no bar e anunciaram, ainda segundo testemunhas, serem policiais civis. Em seguida, dispararam enquanto a vítima, familiares e colegas comemoravam um aniversário.

Moradores da comunidade fizeram protesto no dia 10 de novembro pela morte do jovem.

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