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Após dois meses da exumação do corpo do marido, Justiça ouve novamente Elize Matsunaga

Como laudo foi inconclusivo, juiz quer detalhes sobre como ela matou o empresário

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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Após exumação do corpo do marido, Elize Matsunaga será novamente ouvida pela Justiça
Após exumação do corpo do marido, Elize Matsunaga será novamente ouvida pela Justiça

Após dois meses da exumação do corpo do empresário Marcos Kitano Matsunaga, a Justiça de São Paulo ouvirá novamente Elize Matsunaga sobre o assassinato do marido, diretor executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do País. O interrogatório está marcado as 13h30 desta terça-feira (25), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

O juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, quer que Elize dê mais detalhes sobre como matou o empresário, em maio de 2012. Esta já é a fase final de audiências para decidir se a assassina confessa irá ou não a júri popular.


Após o interrogatório, o magistrado deverá receber, num prazo de cerca de dez dias, as justificativas da defesa e da acusação para levá-la ou não ao júri. Só depois de analisar o material, ele irá definir como será o julgamento de Elize. Uma das hipóteses do novo interrogatório de Elize pode estar relacionada ao fato de haver interpretações diferentes da acusação e da defesa a respeito do laudo da exumação.

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Na visão do Ministério Público, o laudo da exumação mostra que o empresário foi morto com crueldade e ainda estaria vivo quando foi esquartejado. Já para os defensores da ré, ele morreu logo após o disparo.

O caso


Marcos Matsunga foi encontrado morto e esquartejado numa estrada de Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio do ano passado.

O corpo do empresário foi localizado, cerca de uma semana após o desaparecimento, cortado em pedaços e colocado em sacolas plásticas.


O crime foi cometido por Elize Matsunga. De acordo com as investigações, ela desconfiava que o marido estivesse a traindo e contratou um detetive particular para segui-lo. O profissional confirmou a traição.

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Na versão apresentada por Elize, o marido foi morto com um tiro após uma discussão entre o casal, na qual ela teria sido agredida. Para o Ministério Público, a motivação do crime não foi passional. Na avaliação do promotor José Carlos Cosenzo, Elize teria matado por dinheiro.

Atualmente, a acusada está presa no Complexo Penitenciário de Tremembé, a cerca de 138 km da capital, e aguarda decisão se irá a júri popular.

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