Logo R7.com
RecordPlus

Após problema no Metrô, usuário muda trajeto e é assaltado na zona leste de SP

Administrador de @UsuariosMetroSP no Twitter deve receber ajuda financeira dos internautas 

São Paulo|Do R7*

  • Google News
Usuários compartilharam fotos no Twitter sobre o casos desta terça
Usuários compartilharam fotos no Twitter sobre o casos desta terça

O caos que aconteceu na noite da última terça-feira (4), na linha 3–Vermelha do metrô de São Paulo, fez com que diversos paulistanos procurassem outras formas para chegar em casa, fosse acessando outros trajetos de trem ou mesmo utilizando ônibus. Foi o caso do administrador da conta colaborativa @UsuariosMetroSP no Twitter, Adilson de Paula Silva. No entanto, ao mudar o seu trajeto, foi assaltado.

Ele conta que saiu às 20h do trabalho e que estava monitorando a situação do metrô pelo celular, na estação Paulista, da linha 4—Amarela.


— Ao entrar, já estava sendo avisado de ocorrência na linha 3–Vermelha, que estava operando somente da Sé até Itaquera. Eu optei pela linha 11 [da CPTM], pois, como eu moro na Penha, eu pegaria a linha até Itaquera ou mesmo Tatuapé, para conseguir chegar em casa.

Leia mais notícias de São Paulo


Quando Silva chegou à Luz, ele se deparou com a lotação.

— Só na transferência demorei uns 20 minutos. Então, eu devo ter chegado umas 20h40 na plataforma da estação para pegar a linha 11 [da CPTM]. Eles mantiveram o número de trens mesmo após o fim do horário de pico, mas ainda sim tive que esperar dois trens. A minha ideia era descer no Tatuapé, ir para o metrô e seguir para a Penha, que são três estações.


O administrador relata que ficou 15 minutos esperando um trem no sentido de Itaquera. Com a demora, ele perguntou para um segurança o que estava acontecendo e o funcionário informou que o sistema estava com dois problemas, um na Sé e o outro na Bresser-Mooca, ambos por conta de briga. O homem recomendou ainda que Silva utilizasse ônibus.

— Como eu estava no terminal Tatuapé, tem um ônibus que não passa tão próximo de casa, a aproximadamente oito quadras. Pensei em descer andando, até porque era 21h05 ainda. Eu moro a 950 metros da estação Vila Matilde, em um bairro muito tranquilo, assalto dificilmente tem.


Silva desceu em um ponto na avenida Amador Bueno da Veiga, com a avenida São Miguel. Ele contou que estava descendo umas duas ruas para baixo, quando foi abordado por dois rapazes, sendo que um deles estava armado.

— Eles me ameaçaram e levaram meu celular e a bolsa com documentos. Como eu, deve ter tido outros casos como esse.

Vaquinha

Como Silva é um dos administradores do @UsuariosMetroSP no Twitter, que compartilha informações das condições do metrô, ao ficar sem celular, ele não pode mais ajudar os passageiros. Por conta disso, os internautas resolveram iniciar uma campanha.

— Os seguidores querem me ajudar a comprar um novo celular para que eles não fiquem sem informação. É bom saber que diversos seguidores estão dispostos a isso. Para ser organizado, uma usuária sugeriu o site vaquinhas.com.br. Me surpreendeu a atitude do pessoal querer ajudar.

Silva conclui.

— É o que eles [seguidores] falaram: "se não fosse o Metrô, não teria acontecido, pois você mudou o seu trajeto devido ao problema da linha 3".

O problema

Por volta das 18h20 de terça, uma falha na linha Vermelha fez com que os trens operassem com velocidade reduzida e, em alguns momentos, totalmente parados. De acordo com a companhia, a situação foi resolvida às 18h27. No entanto, a empresa afirmou que, "usuários acionaram botões de emergência de sete trens que vinham atrás, em sequência, e desceram às passarelas de emergência, causando a interrupção da operação no trecho entre Palmeiras—Barra Funda e Sé".

A nota publicada no Facebook do Metrô diz ainda que "na estação Sé, foram registrados atos de vandalismo às composições e agressão aos empregados" da empresa.

Para Silva, houve falha da companhia, mas também dos próprios usuários.

— Pela minha experiência de mais de dois anos e meio no perfil, o que causou isso foi a falta de transparência do Metrô e a falta de informação. Teve usuário que relatou que ficou parado 20 minutos, com gente desmaiada, sem informação correta ou precisa. E isso não custa nada. Não concordo com o quebra-quebra do metrô, mas também não concordo com você não ser transparente na informação.

Reembolso

Justamente por conta de toda a situação, funcionários da companhia distribuíram bilhetes de reembolso para os usuários. Silva disse que não pediu outro bilhete pois queria chegar logo em casa, mas que observou casos desse tipo.

— Cheguei a ver duas ou três pessoas no Tatuapé que, ao chegar na SSO [Sala de Serviço Operacional], eles foram reembolsados com bilhete. Eu acho que eles [funcionários] já tinham recebido um tipo de orientação.

Uma campanha do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), lançada no fim do ano passado, ressalta que, caso o usuário se sinta insatisfeito com o serviço prestado, ele pode pedir o dinheiro de volta. O direito está assegurado pelo Códio de Defesa do Consumidor. Pelo Twitter, Silva reforçou a ação.

— Sugiro que TODOS que pagaram R$3,00 e NÃO utilizaram o Metrô, solicite o dinheiro de volta através do link http://www.metro.sp.gov.br/fale-conosco/registro-manifestacao.aspx @IDEC

*Colaborou Thiago Pássaro, estagiário do R7

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.