Aposentadas lutam para provar que estão vivas
Uma delas teve a pensão suspensa e passa necessidades; a outra não consegue renovar a CNH
São Paulo|Do R7
As aposentadas Maria Aparecida de Oliveira, de 77 anos, moradora de São Manuel, no interior de São Paulo, e Maria Madalena Conceição Campos, de 69, de Conchas, também no interior do Estado, não se conhecem, mas têm um problema em comum: as duas foram consideradas mortas por órgãos do governo e lutam há meses para provar que estão vivas.
O drama de Maria Aparecida começou em janeiro, quando foi à agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na cidade para reclamar o não pagamento da pensão deixada pelo marido, morto há 20 anos. Para sua surpresa, a aposentada foi informada da suspensão no pagamento por causa de sua morte.
— Disseram que eu tinha morrido em Guarulhos, mas estou viva.
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A aposentada se dispôs a passar por uma perícia para provar que estava viva, mas os funcionários disseram que bastava a presença dela na agência para que o problema fosse resolvido. Até sexta-feira, a pensão de Maria Aparecida continuava bloqueada e a idosa passava necessidades.
Em Conchas, na mesma região, Maria Madalena descobriu que estava morta ao revalidar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) no fim de 2012. Para fazer prova de vida, ela viajou várias vezes a Botucatu para reunir provas de que estava recebendo a aposentadoria. No documento, constou que não havia certidão de óbito em seu nome. Mesmo assim, a idosa precisou entrar com mandado de segurança na Justiça para obter a CNH, que deve ser entregue nesta semana.















