Logo R7.com
RecordPlus

Aposentado cria engenhoca para reutilizar água de máquina de lavar

O reúso também pode ocorrer para a limpeza de garagem, quintal e vasos sanitários

São Paulo|Do R7*

  • Google News

O nível do Sistema Cantareira subiu e atingiu, nesta terça-feira (17), 8,3% da capacidade, de acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Em 24 horas, a capital paulista registrou o maior volume de chuva dos últimos seis meses: entre segunda-feira e terça-feira, choveu o equivalente a 37,2% do esperado para todo este mês.

Mas em meio à crise de um ano do Cantareira, as pessoas vão fazendo suas engenhocas e solucionando casos para ao máximo economizarem. O aposentado Gumercindo Marto, de 67 anos, que mora na Vila Santa Catarina, região do Jabaquara, em São Paulo, fez uma engenhoca em sua casa para poder aproveitar a água que saía da máquina de lavar roupas e reutilizá-la.


Em entrevista ao R7, Marto nos contou que o processo é simples: ele criou um sistema automatizado para reúso de água da lavadora de roupas. Adaptou um cesto como reservatório e instalou uma bomba para transferir a água de volta para a máquina.

— Você enxaguou e joga a água no cesto, depois, quando for lavar outra vez, liga a bomba e joga essa água de volta para a máquina para reutilizá-la. A água do enxague é semilimpa, então você pega essa água e coloca na próxima lavagem. 


Marto afirma que a água é armazenada no cesto e/ou no tanque, sendo assim, pode ocorrer reúso para a limpeza de pisos, garagem, quintal e vasos sanitários.

Há um projeto de lei que estabelece multa de R$ 1.000 para quem for flagrado durante a lavagem de calçadas ou automóveis com água tratada e está em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo, realizada no início do mês. O prefeito Fernando Haddad (PT) defende que a primeira multa seja por advertência. O aposentado ressalva que é necessário as medidas que estão sendo adotadas.


— É certo, porque se não fazer assim, o povo não vai acreditar. É preciso mexer no bolso do cidadão para ele saber que é verdade. O pessoal merece um puxão de orelha para saber cuidar da água.

Leia mais notícias sobre São Paulo


O diretor da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, ao lado do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ser solução o rodízio de cinco dias sem água e dois com, caso o volume de chuvas não aumente no Sistema Cantareira.

— O cálculo conceitual, teórico, para reduzir 15 metros cúbicos por segundos no Cantareira precisaria de um rodízio de dois dias com água por cinco dias sem água. Se for necessário, para não chegar ao zero na represa, não ter mais água nenhuma para distribuir, lá no limite, se as obras não avançarem na velocidade que estamos planejando, podemos correr esse risco de um rodízio drástico.

*Colaborou o estagiário Plínio Aguiar, do R7.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.