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Assembleia de SP cria comitê e vai abrir poço para enfrentar crise hídrica

Construção ainda depende de aprovação do DAEE e deve custar cerca de R$ 150 mil 

São Paulo|Do R7

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Assembleia vai economizar com conta
Assembleia vai economizar com conta

Mais de um ano após o início da crise hídrica e diante do iminente rodízio oficial de água na Grande São Paulo, a Assembleia Legislativa decidiu criar um comitê para discutir ações de enfrentamento da seca no Estado e construir um poço artesiano para tornar a sede do Legislativo paulista, no Ibirapuera, zona sul da capital, independente da rede de abastecimento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

O edifício é abastecido pelo Sistema Cantareira, que nesta quinta-feira (12), estava com 6,7% da capacidade, incluindo duas cotas do volume morto.

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Segundo o presidente da Casa, Chico Sardelli (PV), o poço deve custar cerca de R$ 150 mil e o investimento deve ser recuperado em até quatro meses. A Assembleia gasta, em média, R$ 100 mil por mês com água. Com o poço, o Legislativo pagará apenas metade da conta, correspondente ao serviço de coleta de esgoto. A conclusão da obra depende da outorga para captação subterrânea, que deve ser dada pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).

— Esse é o primeiro passo. Vamos deixar de consumir 4,5 mil metros cúbicos (milhões de litros) por mês da rede da Sabesp, o que pode abastecer de 500 a 1 mil residências, e economizar até R$ 600 mil por ano. Também estamos fazendo estudos para fazer o reúso da água da chuva que cai no telhado, por meio de cisternas, e, em um segundo momento, instalar painéis solares para economizar energia.

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Sardelli assumiu a presidência da Assembleia no início do mês e fica no cargo até a eleição da Mesa Diretora, em 15 de março.

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Gasto

Apesar do agravamento da crise na Grande São Paulo ao longo de 2014, a Assembleia gastou 21% mais água no ano passado do que em 2013. O consumo médio mensal saltou de 3,7 milhões para 4,5 milhões de litros. O Legislativo afirma que a alta aconteceu porque a Casa recebeu muitos eventos em 2014, que foi ano eleitoral, e porque 2013 já havia registrado uma grande redução em relação a anos anteriores, quando foram gastos até 4,8 milhões de litros.

Segundo o Departamento de Comunicação da Casa, em 2013 o Legislativo instalou vários equipamentos de economia de água, como torneiras automáticas e vasos sanitários com descarga acoplada, além de reparar vazamentos. Com 4 mil funcionários, a Assembleia afirma que o consumo de água por pessoa é inferior aos 50 litros diários recomendados para prédios públicos.

— Realmente tivemos um acréscimo em 2014, mas em 2015 a redução será enorme.

Já o comitê hídrico criado pelos deputados será composto por 18 parlamentares de todos os partidos e terá como objetivo acompanhar a crise hídrica no Estado e elaborar e votar propostas de leis que possam ajudar a resolver ou amenizar o impacto da escassez de água.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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