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Ativista nega acusação de violência doméstica e diz que é vítima de perseguição política

Segundo Luciano Andre Rodrigues, a intenção da denúncia é "denegrir" sua imagem

São Paulo|Giorgia Cavicchioli, do R7

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Luciano foi acusado de violência doméstica pela ex-mulher
Luciano foi acusado de violência doméstica pela ex-mulher

O representante do Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo) Luciano Andre Rodrigues, que foi acusado de violência doméstica pela ex-mulher, afirma que não houve agressão e que está sendo vítima de perseguição política por parte de seus adversários que querem prejudicar as próximas eleições que serão realizadas em outubro deste ano.

— É uma questão política. Estamos em um ano eleitoral. Todo o movimento está sendo político.


Ele é ativista de uma campanha contra a violência sofrida por profissionais de enfermagem no ambiente de trabalho, chamado Violência Não Resolve. Negando que tenha agredido a ex-companheira, ele diz que quer preservar o que aconteceu em sua vida fora do conselho e que irá resolver a questão no âmbito pessoal e na Justiça.

Rodrigues disse que está entrando com um processo contra todas as pessoas que estão o acusando. Segundo ele, a intenção das denúncias é “denegrir” a imagem dele e que a sua consciência está tranquila.


— Quem me conhece sabe da minha índole, sabe da minha luta. Não houve esse fato.

Questionado pela reportagem para que desse sua versão sobre o que aconteceu no dia dos fatos, Rodrigues preferiu não se manifestar. Mas disse que foi ele quem saiu de casa depois da discussão que resultou na separação. O boletim de ocorrência do caso diz que a mulher teria ido para a casa da mãe dela. De acordo com o ativista, ele não tem “nada contra” a ex-mulher.


Sobre as acusações de assédio moral em seu ambiente de trabalho, ele diz que desconhece o fato. Segundo a servidora pública municipal Viviane Lourenço da Silva, ele a silenciou em uma plenária municipal sobre saúde das mulheres em Guarulhos.

— Não tem indício de nada. Eles que precisam provar. O que eles estão fazendo na verdade é um tipo de violência, é um crime eletrônico.


Segundo ele, dentro da categoria, as denúncias não estão tendo nenhum tipo de reflexo negativo para ele. “As pessoas me conhecem”, diz.

Por meio de nota, o Coren-SP disse que “reafirma o seu repúdio à violência praticada contra profissionais de enfermagem e ele se estende a todas as outras formas de violência presentes na sociedade”.

Além disso, diz que “para combater as agressões sofridas no ambiente de trabalho, implantamos mecanismos de apoio às vítimas, como a campanha Violência Não Resolve, que está em vigor há dois anos. Conquistamos grande adesão da categoria e da opinião pública por meio da iniciativa, que se tornou uma bandeira nacional do sistema Cofen-Corens e também resultou na criação de um Grupo de Trabalho na Secretaria Estadual de Segurança Pública, do qual participam a presidente do Coren-SP e seu vice, como representantes da iniciativa”.

O Coren-SP também informou que “ainda que não há denúncia formalizada registrada no Conselho referente à conduta do conselheiro no âmbito profissional/representativo. Sobre situações que cunho pessoal não relacionadas ao exercício profissional, não compete ao Coren-SP se manifestar, tendo em vista que elas devem ser conduzidas pelas instâncias cabíveis”.

A nota também diz que “ao Conselho compete a análise da conduta ética dos profissionais no âmbito do processo ético disciplinar, em garantia a ampla defesa e contraditório, conforme preconiza a Resolução Cofen 370/2010”.

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