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Ato do MPL termina em tumulto e detidos em SP

Protesto foi realizado contra o aumento das tarifas no transporte em SP

São Paulo|Kaique Dalapola e Márcio Neves, do R7

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Grupo quebrou vidraças e espalhou lixo nas ruas
Grupo quebrou vidraças e espalhou lixo nas ruas

O Movimento Passe Livre (MPL) fez na tarde desta quarta-feira (17), o segundo ato contra o aumento do preço das passagens de ônibus, metrô e trem em São Paulo. Após o término do protesto, alguns manifestantes quebraram vidraças de bancos, depredaram pontos de ônibus e espalharam lixo pelo chão na região da rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, zona oeste da cidade. Houve confrontos com a PM.

Na estação Faria Lima do metrô, um grupo tentou pular as catracas. Próximo ao terminal de ônibus Pinheiros, um outro grupo tentou fechar a rua e foram impedidos pela PM.

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Ao menos duas pessoas foram detidas, segundo a PM.

O protesto foi encerrado no Largo da Batata e havia começado no cruzamento das avenidas Faria Lima e Cidade Jardim. Um novo ato foi marcado para dia 23 de janeiro, terça-feira, às 17h, com concentração no cruzamento da Av. Ipiranga com av. são João, no centro de São Paulo.

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Durante o protesto, além de reinvindicar a redução da tarifa de ônibus, metrô e trem na cidade, os manifestantes criticaram o uso da polícia militar para proteger a casa do prefeito João Dória, nos Jardins, zona sul da cidade, onde o protesto iria começar, inicialmente. 

Duas quadras da Rua Itália, onde mora o prefeito, foram bloqueadas por homens da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, para proteger a residência do prefeito do protesto marcado pelo Movimento Passe Livre, forçando a transferência do ato para a avenida Faria Lima.

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Dois blindados da PM estão no local e o trânsito de moradores ocorre mediante revista pessoal.

Na semana passada o grupo havia feito o primeiro protesto contra o aumento das tarifas fazendo uma concentração em frente ao Teatro Municipal, caminhando pelo Viaduto do Chá. O ato foi pacífico durante todo o percurso e se encerrou na Estação Brás.

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No decorrer do ato, nas proximidades do parque D. Pedro, um grupo de policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia foram flagrados pela reportagem do R7 sem nenhuma identificação, o que é proibido pela Polícia Militar. No fim do protesto houve um tumulto na área do largo da Concórdia que foi dispersado com o uso de bombas pela Polícia Militar.

Aumento da tarifa

Em São Paulo, as passagens de ônibus, trem e metro subiram de R$ 3,80 para R$ 4 no último domingo (7). O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin.

Em 2017, o prefeito de São Paulo havia prometido, durante a campanha para prefeito, que não faria aumento no valor unitário do ônibus.

O Movimento Passe Livre foi criado em 2005 para defender a gratuidade total do transporte coletivo. O movimento ganhou força em 2013 com atos que se espalharam por todo o país e que sofreram grande repressão policial.

Repórter revistado

O repórter do R7 Kaique Dalapola foi abordado por policiais militares próximo ao terminal Pinheiros. O jornalista foi obrigado a ficar de costas e com as mãos na parede para ser revistado. Enquanto estava virado para a parede, os policiais revistaram uma mochila com pertences pessoais e materiais da empresa sem que o repórter pudesse acompanhar esse procedimento. O policial também duvidou da veracidade do seu crachá de identificação.

Procurada, a assessoria da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública) explicou que a "Polícia Militar informa que adotou medidas preventivas para manifestação realizada, na tarde desta quarta-feira (17), com a distribuição de equipes em pontos considerados sensíveis à segurança dos manifestantes, das pessoas que transitam na região e à fluidez do trânsito. O histórico de outros atos fez com que fossem necessárias medidas de interdições de vias e restrição de acesso a determinados locais, sendo um deles a Rua Itália, no Jardim Europa. A PM reitera que atua para garantir a livre manifestação e a preservação da ordem pública".

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