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Auditor preso pediu ajuda para secretário de Haddad e petista presidente da CPI dos Transportes

Segundo jornal, petistas admitiram encontro, mas negaram envolvimento com suspeito

São Paulo|Do R7

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Ronilson Rodrigues, apontado como chefe de esquema de corrupção, procurou petistas para pedir ajuda
Ronilson Rodrigues, apontado como chefe de esquema de corrupção, procurou petistas para pedir ajuda

Um dos auditores presos por esquema de corrupção que pode ter causado prejuízo de ao menos R$ 500 milhões aos cofres públicos pediu ajuda de petistas assim que soube que estava sendo investigado. Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como cheque do esquema e preso na semana passada com outros três servidores, foi subsecretário de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD). As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Quando soube que era alvo de investigação da CGM (Controladoria-Geral do Município), ele procurou o secretário de Governo de Fernando Haddad (PT), Antonio Donato, e o vereador Paulo Fiorilo (PT). Segundo o jornal, o presidente da CPI dos Transportes, Paulo Fiorilo, admitiu que encontrou com Rodrigues que teria dito que "estava sendo perseguido". O vereador informou que sugeriu a Rodrigues que procurasse um advogado.


O secretário de Haddad também confirmou o encontro. Antonio Donato afirmou que disse ao auditor que o assunto não era da alçada da secretaria. Donato ainda disse que informou ao controlador-geral Mário Spinelli o encontro com Rodrigues. Ele nega qualquer ligação com a fraude na prefeitura durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab. O secretário de Governo admitiu que indicou Rodrigues para trabalhar na SPTrans (São Paulo Transporte), no entanto afirmou que a indicação foi feita antes de qualquer investigação contra ele. A prefeitura contradiz o secretário ao informar que recebeu denúncia contra Rodrigues no ano passado. 

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Escutas telefônicas feitas no dia 16 de julho revelaram que Rodrigues pretendia procurar os dois petistas quando ele e os outros servidores envolvidos no esquema — Eduardo Horle Barcellos, Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral — foram chamados para depor na Controladoria-Geral do Município. O órgão é chefiado por Mário Vinícius Claussen Spinelli, que conduziu as investigações, em parceria com o Ministério Público Estadual. Ainda segundo o jornal, o depoimento de Rodrigues ocorreu 45 dias antes da prisão do grupo.


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