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Blocos de rua criam domingo típico de Carnaval em abril e encerram desfiles no feriado prolongado

Mesmo sem planejamento com a Prefeitura de SP, blocos foram às ruas e reuniram milhares de foliões na região central 

São Paulo|Do R7

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Blocos de rua dão o grito final e criam domingo típico de Carnaval em abril
Blocos de rua dão o grito final e criam domingo típico de Carnaval em abril

O domingo de sol animou os paulistanos, que aproveitaram os blocos de Carnaval fora de época no dia mais agitado do festejo que começou na quinta-feira (21), feriado de Tiradentes, e terminou neste domingo (24). Com muito glitter e purpurina, milhares de foliões vestidos a caráter estiveram presentes no Acadêmicos do Baixo Augusta, no Vale do Anhangabaú, e também na Charanga do França, no bairro de Santa Cecília, entre outros grupos que animaram o domingo do paulistano.

No Acadêmicos do Baixo Augusta, que contou com uma grande estrutura feita pela própria organização para receber 20 mil pessoas, o clima entre os foliões era de despedida do feriado prolongado e expectativa pelo possível próximo Carnaval fora de época que deve ocorrer em julho, desta vez com apoio da prefeitura. Para acessar o espaço reservado ao bloco no Anhangabaú, os participantes tiveram de retirar previamente os ingressos online, esgotados desde a semana anterior. Também foi exigido comprovante de vacinação contra a Covid-19.

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Segurança

O Baixo Augusta cercou o Vale do Anhangabaú com grades de ferro e contratou mais de 300 seguranças e 60 bombeiros. Bares e banheiros químicos foram montados no espaço. O esquema agradou aos foliões, que disseram se sentir mais seguros. "A festa em abril está mais fraca, mas é o que deu para fazer e pelo menos não tem tanto empurra-empurra", comemorou o analista de marketing Diego Aquino, de 33 anos.

Curtindo seu primeiro Carnaval em São Paulo, a pernambucana Daiane Araújo, de 25 anos, também disse se sentir mais protegida no evento e já faz planos para a próxima folia, em julho. "Quanto mais Carnaval, melhor. Estamos precisando soltar esse grito que ficou preso na garganta por quase dois anos."

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Do lado de fora, centenas de pessoas sem ingresso curtiam a seleção de axés, mesmo sem acesso oficial ao evento. Alguns tentaram pular a grade de isolamento, mas foram bloqueados pelos seguranças.

Rainha de bateria do Baixo Augusta, a atriz Alessandra Negrini usou uma fantasia inspirada no tema Rainha dos Espelhos. "Pensamos em algo que remetesse a um futuro mais iluminado, mais alegre, mais feliz. Além de tudo que passamos com a pandemia, queremos um país melhor", disse.

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Madrinha do grupo, a cantora Tulipa Ruiz comandou clássicos do Carnaval de rua. "Com o Brasil tão fragilizado e machucado do jeito que está, se encontrar aqui, na rua, com todos vacinados, é voltar para um lugar de cura", disse ao Estadão.

Improviso

Já o Charanga do França usou algumas medidas paliativas para organizar seu desfile sem o apoio da prefeitura. Foram instalados pela organização dois banheiros químicos em cada extremidade do quarteirão no qual o bloco se concentrou. Por meio das redes sociais, o grupo lançou uma campanha para receber doações, via Pix. De acordo com o último balanço, pouco mais de R$ 8 mil haviam sido arrecadados.

"É um dos blocos mais legais, ficou difícil não vir", diz a arquiteta Giuliana Martini, de 48 anos. Ela foi ao cortejo acompanhada de uma amiga. As duas estrearam no Carnaval fora de época ontem e mantiveram o uso da máscara de proteção contra a Covid, ainda que ornamentada com lantejoulas. "A máscara é um símbolo de que a pandemia não acabou", afirmou a médica Maria Amélia Veras, de 63 anos, que mora em Pinheiros.

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