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Bombeiros mostram como é feita vistoria em casas noturnas 

Todos dispositivos de segurança são checados 

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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O funcionamento dos hidrantes, alarmes, extintores e portas de emergência foi checado pelos bombeiros
O funcionamento dos hidrantes, alarmes, extintores e portas de emergência foi checado pelos bombeiros

Extintores de incêndio, hidrantes, iluminação, sinalização e saídas de emergência, tudo é checado pelos bombeiros durante a vistoria em qualquer edifício. Em casas noturnas não é diferente. Depois da tragédia em Santa Maria (RS), o governo de São Paulo e a prefeitura da capital intensificaram a fiscalização em boates. A reportagem do R7 acompanhou, nesta sexta-feira (1º), uma inspeção do Corpo de Bombeiros. Eles também mostraram à imprensa quais são as exigências de segurança aos estabelecimentos destinados à reunião de pessoas.

O local escolhido foi a boate Wood’s, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Alarmes de incêndio e hidrantes foram testados, a validade e condições dos extintores de incêndio foram checadas, eles também verificaram a bomba de incêndio — que dá força à água para apagar o fogo — e a central de gás. Boa parte da decoração da casa é de madeira. Para isso, o proprietário precisou usar um material para retardar o efeito do fogo e não dissipá-lo. Os bombeiros avaliaram o produto.


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A saída rápida das pessoas em caso de incêndio é uma das grandes preocupações. A casa precisa ter portas com barras antipânico e sinalização adequada. A vistoria foi comandada pelo tenente Nelson Duarte, que ao fim, garantiu que ao estabelecimento está adequado ao que exige o Corpo de Bombeiros.


A Wood’s já havia sido vistoriada no fim de dezembro. Mas, a exemplo de outras casas, foi inspecionada pela segunda vez. O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, explicou que houve casos em que, entre uma visita e outra, o proprietário alterou o projeto da casa, ou foram encontradas irregularidades na segunda vez.

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Fiscalização intensificada

Na quarta-feira (30) — primeiro dia do aumento da fiscalização dos bombeiros — das 303 casas visitadas, 126 tinham o auto de vistoria e estavam em condições adequadas, 111 não tinham o documento e outras 66 tinham, mas havia irregularidades. O Corpo de Bombeiros quer, até o fim desta sexta-feira, inspecionar 900 locais. O capitão Palumbo comentou sobre os problemas mais comuns encontrados em alguns estabelecimentos.

— Às vezes há demora na recarga de extintor, na troca de lâmpada na saída de emergência.Há proprietários que escondem o extintor. Há problemas em relação a botijões de gás nas cozinhas.

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Os locais autuados têm cinco dias para resolver a situação. Após isso, devem pedir uma nova vistoria. Se não o fizerem, a corporação inicia um procedimento para a cassação do auto de vistoria. A prefeitura também é avisada sobre as condições do local.

Palumbo acrescentou que não se assustou com o número de casas irregulares. Segundo ele, os problemas não são graves e podem ser corrigidos sem risco aos clientes.

— Eu já sabia que teríamos algumas não conformidades. A preocupação vai ser geral. Ainda bem que nós verificamos que essas não conformidades são pequenas, que podem ser facilmente feitas as manutenções e não comprometem os sistemas de segurança contra incêndio das edificações. O primeiro passo é feito com o Corpo de Bombeiros, o segundo passo com a prefeitura, e o terceiro passo, o mais importante, é o comprometimento do proprietário.

Prevenção diária

A segurança dos clientes e funcionários sempre foi preocupação do dono da Wood’s, Rafael Setrak. Segundo ele, os brigadistas da casa fazem uma inspeção diária nos dispositivos de segurança.

— Eles fazem uma vistoria em todos os equipamentos. Às vezes tem placa que um cliente arrancou, eles repõem a placa. Tem extintores a mais na casa, se tiver algum danificado elas substituem.

A reforma do prédio foi feita com base no plano de segurança dos bombeiros, segundo Setrak.

— A casa já era edificada, a gente fez uma reforma mediante a uma solicitação ao projetista técnico dos bombeiros, depois foi feita a parte arquitetônica.

O empresário afirmou que investir em prevenção não é um adicional, mas sim, o que todos os donos de casas noturnas devem fazer.

— A parte de segurança não tem “vamos tentar”, “vamos ver”. Isso é uma obrigação. É obrigação de qualquer dono de estabelecimento deixar sua casa correta e segura para o cliente frequentar. Aqui não existe segunda chance. Vida é uma só, não é um videogame. 

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