Bruno Covas é diagnosticado com câncer e fará quimioterapia

Internado há 5 dias, prefeito de São Paulo apresenta câncer na cárdia, transição entre estômago e esôfago, com metástase no fígado

Bruno Covas está internado há cinco dias e dará início a quimioterapia

Bruno Covas está internado há cinco dias e dará início a quimioterapia

Flavio Corvelo/Futura Pess/Estadão Conteúdo - 13.03.2019

Internado há cinco dias, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de 39 anos, foi diagnosticado com câncer na cárdia, transição entre estômago e esôfago, e com metástase no fígado. Em razão do quadro clínico, Covas irá realizar tratamento quimioterápico. 

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (28) pela equipe médica do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internado.

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O diagnóstico, obtido a partir do exame pet scan, apontou um adenocarcinoma, tumor maligno localizado na cárdia, e com lesões no fígado e ao lado, nos linfonodos. O médico infectologista David Uip se espantou com a rapidez do diagnóstico, iniciado a partir de uma internação de trombose pulmonar.

Na tentativa de reverter a situação, foi escolhido o tratamento convencional quimioterápico. Covas será submetido a três sessões. A equipe médica disse que irá realizar o procedimento entre segunda e terça-feira (29), mas que após seis meses poderão avaliar a eficácia e eventual necessidade de cirurgia. O fato de o prefeito ser jovem e saudável aumenta a chance de cura.

Inicialmente, Covas continuará internado no Sírio Libanês, não pelo câncer, mas sim pelo tromboembolismo nos pulmões. Enquanto isso, o prefeito segue no cargo, realizando despachos de dentro do hospital.

Questionado se Covas irá licenciar-se do cargo, o médico Uip reproduziu a fala do prefeito. "Ele tem a responsabilidade de ficar no cargo enquanto possível e terá a responsabilidade de deixar quando necessário", disse. 

Fontes disseram à reportagem que o diagnóstico impactou o prefeito, mas que Covas está confiante de que vencerá o câncer.

Internação e diagnóstico

O prefeito passou mal no sábado (19) e deu entrada no Hospital Albert Einstein em razão de uma pequena infecção de pele em membro inferior. Após avaliação médica, realização de exames e medicação, a base de antibióticos por uma semana, recebeu alta por volta das 17h.

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O quadro clínico piorou e Covas retornou ao hospital, desta vez ao Sírio Libanês, na quarta-feira (23) para o tratamento de uma erisipela. Dois dias depois, foi diagnosticado trombose venosa das veias fibulares. Exames subsequentes apontaram tromboembolismo pulmonar.

No sábado (26), foi realizado um pet scan em continuidade à investigação diagnóstica. Este exame mostrou o surgimento de uma tumoração no trato digestivo. Por essa razão, o prefeito foi submetido, na noite de domingo (27), a uma laparoscopia diagnóstica.

Covas usou as redes sociais nesta segunda-feira para se manifestar. "Não tenho dúvidas que vou vencer esse desafio", disse, agradecendo as "centenas de mensagens" que recebeu de "inúmeras pessoas". "Ajuda muito a atravessar a tempestade", finalizou.

Segundo a equipe médica, o câncer com o qual Covas foi diagnosticado não possui semelhanças com o que seu avô teve – o ex-governador Mario Covas morreu em decorrência do câncer que teve na bexiga, em 2001. "Não tem nada a ver com o que está acontecendo hoje", disse Uip.