Casas são demolidas para obras do monotrilho
Linha 17 — Ouro vai ligar o aeroporto de Congonhas ao Morumbi, na zona sul de São Paulo
São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

Casas foram demolidas na manhã desta quinta-feira (2), na zona sul de São Paulo. As residências foram derrubadas entre as ruas Constantino de Souza e José dos Santos Jr com a avenida Roberto Marinho.
A demolição faz parte das desapropriações para as obras da linha 17 — Ouro do monotrilho, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao Morumbi. Além desta obra, está em construção outro monotrilho, a linha 15 — Prata, que fará a ligação da Vila Prudente à Cidade Tiradentes, na zona leste.
O governo do Estado de São Paulo afirmou, em março, que a demora da prefeitura em fazer desapropriações para obras do metrô coloca em risco o andamento da construção de duas linhas. Se 1.200 famílias não forem retiradas ainda este ano, os trabalhos correm risco de ser interrompidos a partir do segundo semestre.
As linhas em risco são as maiores apostas do Estado para resolver os problemas de mobilidade da cidade. Os projetos somam R$ 5,5 bilhões em investimentos.
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A vantagem dos monotrilhos é justamente a possibilidade de a construção ser mais rápida e barata, já que as linhas ficam acima do solo, em vias elevadas. No entanto, os projetos que o Metrô fez para as duas linhas contavam com a participação da administração municipal — e convênios firmados na gestão Gilberto Kassab (PSD) transferiam à prefeitura a responsabilidade de fazer algumas desapropriações para abrir espaço para os trilhos.
No caso da linha 15 — Prata, o Metrô diz ter condições de honrar compromissos públicos de entregar dez estações até o ano que vem, até o distrito Iguatemi. De lá em diante, disse o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, a obra só continua se houver desapropriações na avenida Ragueb Chohfi e nas estradas Iguatemi e dos Metalúrgicos. Essas vias precisam ser alargadas para receber canteiros centrais, onde o viaduto do monotrilho é erguido. A promessa é a linha chegar a Cidade Tiradentes em 2016.
O prefeito Fernando Haddad (PT) disse, no dia 14 de março, em visita à região, que buscaria verbas do governo federal para duplicar a Estrada do Iguatemi.
— O metrô está longe daqui ainda, mas o dia em que ele chegar a via vai precisar de um canteiro central.
Haddad, no entanto, não deu prazos.
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Já na Linha 17-Ouro, os problemas envolvem as duas pontas do ramal. O projeto foi feito baseado na promessa do prefeito Kassab de construir um túnel ligando a avenida Jornalista Roberto Marinho (onde já há obras do monotrilho) à rodovia dos Imigrantes, no Jabaquara. O projeto concluído em dezembro prevê desapropriar oito mil famílias, como explicou, em março, o secretário Jurandir Fernandes.
— Precisamos que a prefeitura desaproprie ao menos 1.200 famílias imediatamente.
Elas estão na faixa de 20 metros de largura que são necessárias para o monotrilho. Boa parte das oito famílias na área de desapropriação habita favelas. A promessa é de que sejam construídas moradias populares para elas e só então haveria a saída delas.
No lado oposto, no Morumbi, a prefeitura precisaria fazer uma continuação da recém-aberta avenida Hebe Camargo, e um piscinão. Senão, a linha não chega à avenida Francisco Morato.
Não é a primeira vez que divergências de prazos entre prefeitura e Estado atrasam obras do Metrô. A própria linha 17 tinha cronograma original de conclusão para 2014, na Copa do Mundo. Mas ela atrasou, entre outros motivos, por demora na emissão de licenças ambientais por parte da prefeitura, na gestão Kassab.















