Caso Julia: homem que confessou crime em SP não é o assassino

Suspeito, que foi preso após tentar beijar uma mulher à força em Maresias, no litoral norte, vai passar por um exame de sanidade mental

Julia Rosenberg, de 21 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 6 de julho

Julia Rosenberg, de 21 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 6 de julho

Reprodução/Record TV

O homem, de 37 anos, que foi preso suspeito de ter assassinado a estudante Julia Rosenberg, de 21 anos, na região de praia entre a Paúba e Maresias, na cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, não cometeu o crime. 

De acordo com a polícia, o laudo comprovou que o homem, que já havia sido preso por importunação sexual e confessou o crime no momento em que foi localizado, não tem envolvimento no caso. 

O homem já tinha se contradito diversas vezes ao longo das investigações e voltado atrás em relação à confissão da autoria do crime. 

O suspeito foi detido depois que tentou beijar à força uma mulher na travessia da balsa para Ilha Bela alguns dias após a morte de Julia. O homem continua preso temporariamente e vai passar por um exame de sanidade mental.

O caso

A estudante Julia Rosenberg, de 21 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 6 de julho, na região da praia da cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Ela havia saído na manhã do dia 5, da Paúba, onde estava com sua família, para fazer uma trilha sozinha até a cidade de Maresias. 

Câmeras de segurança na região onde Julia morava mostraram a jovem saindo para a trilha por volta das 7h20, vestindo uma calça preta e uma blusa rosa. A jovem chegou até Maresias por volta de 8h20, segundo a última localização passada pelo celular, mas depois não foi mais encontrada com vida.

Segundo a investigação, o corpo de Júlia foi achado enterrado, coberto por folhas e terra. A vítima não apresentava sinais de violência, como ossos, dentes quebrados ou outros ferimentos graves. 

De acordo com a perícia, o telefone celular, o par de tênis e uma pochete que Julia usava durante a trilha não foram encontrados junto ao corpo. A cinta da pochete foi usada para asfixiá-la e também foi encontrada uma máscara dentro da boca da jovem. O laudo pericial apontou a causa da morte como asfixia.

Segundo a polícia, uma das testemunhas ouvidas disse ter visto um homem de 1,70 m de altura, de cor parda, cabelo curto e vestindo calça ou bermuda marrom, camisa de mesma cor, e chinelo branco próximo ao local em que Julia foi vista e em horário aproximado.

Durante as investigações, uma mancha branca encontrada na calça que Julia  usava quando foi encontrada morta reforçou a hipótese de que a jovem sofreu uma tentativa de estuproe foi morta tentando se defender.