Caso Lucilene: novo vídeo contradiz depoimento de suspeito
Homem, que também é suposto amante da vítima, afirmou que estava dentro do hotel no horário do desaparecimento. Imagens mostram o contrário
São Paulo|Mariana Morello, do R7*

Um vídeo divulgado nesta terça-feira (21) contradiz o depoimento do sócio da empresária Lucilene Maria Ferrari, 48 anos, dona de um hotel em Porto Ferreira, que desapareceu na noite do dia 24 de dezembro. Uma câmera de segurança registrou os passos dela às 19h30 da véspera de Natal.
Vanderlei Meneses, que também é suposto amante da desaparecida, desde o início afirmou que estava dentro do hotel nesse horário e que não havia visto a vítima. Porém, novas imagens obtidas com exclusividade revelam que momentos antes do desaparecimento, Lucilene estava logo atrás de Vanderlei na rua.
A família acredita que Lucilene tivesse descoberto que o sócio e possível amante a traía e que, nas novas imagens, a vítima estivesse seguindo o suspeito até a casa da amante dele, que fica próximo ao local. Uma testemunha ouvida pela polícia confirmou que viu a vítima nesse momento.
O caso
Lucilene Maria Ferrari está desaparecida desde o dia 24 de dezembro quando, de acordo com seu sócio, saiu de casa para celebrar o Natal na casa da irmã em Descalvado, uma cidade vizinha. A polícia ainda não tem pistas do paradeiro da mulher, que estava apenas com a roupa do corpo e R$1.550 no bolso.
O sócio de Lucilene foi quem registrou seu desaparecimento, no dia 27 de dezembro na Delegacia de Porto Ferreira. Na época, ele contou ao R7 que Lucilene foi vista nas imediações da rodoviária da cidade. Porém, Lucilene não apareceu em Descalvado e não entrou em contato com nenhum familiar ou amigo desde então. Ela deixou dois celulares em casa.
A família da vítima acredita que o suspeito traía Lucilene e que, ao descobrir, teria seguido o sócio. Os familiarem afirmam que outras testemunhas presenciaram uma briga entre os dois no local por volta das 19h do dia do desaparecimento. Até o momento a polícia não conseguiu entrar em contato com pessoas que presenciaram a suposta briga.
Um hóspede, que preferiu não ser identificado, conta que ficou no hotel por quatro dias a partir da madrugada do dia 25 e que, durante sua estadia, notou um comportamento estranho no sócio. Ele afirma ter visto o homem lavando o quintal dos fundos da casa por pelo menos duas vezes no período.
Esse hóspede era um dos álibis do suspeito, que afirmou estar no hotel por volta das 19h do dia 24, esperando a chegada do homem e que o combinado era realizar o check-in às 21h. Porém, o hóspede contou que, na verdade, havia marcado para chegar na madrugada no dia 25.
De acordo com a polícia, o suspeito não está mais em Porto Ferreira e teria seguido para Goiânia (GO) para visitar a família. Ele teria dito para algumas pessoas que precisava ver a mãe, que não está bem de saúde. Porém, em uma troca de mensagens com a Record TV, o suspeito afirmou já estar de volta à cidade.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Ana Vinhas













