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Casos recentes de supostos confrontos colocam versão policial em xeque

Policiais militares foram presos após ocorrências nas zonas sul e leste. Mas já estão soltos

São Paulo|Do R7

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Dois casos recentes de supostos confrontos, ambos na extremidade da cidade, chamaram a atenção por ter colocado em dúvida a versão apresentada pelos policiais envolvidos.

Na mais recente, o cabo C.S. baleou, na última terça-feira (27), dois adolescentes caídos no chão após uma perseguição no Parque Santo Antônio, zona sul, transmitida ao vivo pelo Cidade Alerta, da TV Record — um dos infratores estava com os braços para o alto. Os jovens sobreviveram aos tiros.

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A polícia ainda apura se o cabo tentou forjar um confronto, pois após atingir os fugitivos ele se aproxima da dupla, puxa uma arma que aparenta estar com os infratores e dispara duas vezes para o chão. Os adolescentes não haviam atirado.

Após o caso, a Polícia Militar afirmou em nota que “reforça seus valores de transparência, imparcialidade e legalidade, sendo certo que todo e qualquer tipo de não-conformidade na atuação policial será objeto de responsabilização nas esferas competentes”.

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Após ficar preso administrativamente por dois dias, o cabo C.S. foi liberado.

Três dias antes, o cabo A.J., de 43 anos, e o soldado D.M., de 22, foram presos no sábado (20) pela Polícia Civil de São Paulo sob a suspeita de participação na morte da travesti Laura de Vermont, 18 anos, registrada como David Laurentino de Araújo.

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Inicialmente, os PMs disseram que Laura havia morrido ao tentar fugir com uma viatura policial e provocar um acidente na Vila Jacuí, zona leste. Posteriormente, admitiram ter atirado na vítima.

Sobre o caso, a Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou, na época, que a Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio simples e que segue em investigação no 32º DP. Os dois PMs envolvidos na ocorrência foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, mas ganharam o direito de responder em liberdade na semana passada.

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A conduta dos PMs também está sob investigação da Corregedoria da corporação. Para não prejudicar as investigações, mais informações sobre o caso não serão fornecidas enquanto o inquérito não for concluído. 

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