CET admite sucateamento e pede doação até de TV para monitorar o trânsito
Apelo incomum foi publicado no Diário Oficial de São Paulo e inclui computadores e mobiliário
São Paulo|Do R7

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) admitiu o sucateamento da instituição e fez um apelo incomum no Diário Oficial da cidade de São Paulo. A empresa municipal pediu doações de vários itens como cadeiras, computadores e até TV's para monitorar o trânsito.
Quem fez o pedido foi a SMT (Secretaria Municipal de Transportes) que identificou os problemas de infraestrutura em órgãos ligados a pasta como a CET e a SPTrans (São Paulo Transportes). A secretaria fez uma lista de 95 itens e quase 11 mil produtos para as duas empresas municipais e para a própria pasta. O chamamento público busca interessados em doar esses bens.
Precariedade
A CET está em estado mais precário, segundo avaliação da SMT. A companhia precisa, por exemplo, de 3.179 cadeiras para "troca das que estão em estado precário e reposição no Centro de Treinamento e Educação para o Trânsito", segundo a publicação. Os funcionários precisam de 1.188 mesas. O grande número de estações de trabalho "se justifica pela precariedade que se encontra o mobiliário existente na CET".
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Na lista, também estão 17 televisores, de 22 a 50 polegadas, para os setores de monitoramento de trânsito. O calor também é um problema na empresa municipal que fica na rua Barão de Itapetininga, no centro da capital paulista. Foram solicitados 303 aparelhos de ar condicionado pois "o prédio da CET não tem boas condições de ventilação".
Por causa da necessidade de modernização dos equipamentos "que se encontram obsoletos", foram pedidos 756 computadores e 69 notebooks.
Para a própria pasta, a secretaria pediu 17 itens dos 95 para "reposição e complementação do mobiliário". Já a SPTrans precisa e para a SPTrans precisa de outros 49 itens, como, por exemplo, 1.384 cadeiras, 379 computadores, 235 estações de trabalho e 33 televisores, de 40 a 60 polegadas.
Recorde de arrecadação
O sucateamento da CET acontece em uma época de recorde de arrecadação com multas de trânsito na capital paulista. Entre 2009 e 2012, a receita teve um crescimento de 66% e atingiu R$ 819 milhões.













