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Chacina na Grande SP foi em reduto de usuários de drogas

Eles denunciam que sofrem ameaças frequentes de policiais e guardas municipais

São Paulo|Do R7

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Polícia investiga quem matou seis pessoas em chacina em Itapevi
Polícia investiga quem matou seis pessoas em chacina em Itapevi EDISON TEMOTEO/ESTADÃO CONTEÚDO

A chacina que matou seis pessoas e deixou um ferido, na madrugada desta quinta-feira (19), aconteceu em um local frequentado por usuários de drogas em Itapevi na Grande São Paulo. Eles denunciam que sofrem ameaças frequentes de policiais e guardas municipais. Até o momento ninguém foi preso. 

Um jovem de 22 anos está entre as vítimas. Ele frequentava o local com o pai, que também usa entorpecentes. A vítima estava em um grupo de quase 20 pessoas quando aconteceu o ataque. A policia ainda não sabe com o foi a abordagem, mas, pela posição dos corpos, a maiora das pessoas tentou fugir correndo.


Seis pessoas não conseguiram escapar e morreram no local. Um jovem, ferido no pé, sobreviveu. Uma linha de trens da CPTM divide duas regiões de Itapevi. De um lado, há casas e um barranco. Do outro, estão mais residências. A polícia reconhece que o terreno onde aconteceu a chacina está entregue ao tráfico de drogas.

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Viciados contaram que são comuns abusos da polícia no local. Eles dizem ainda que guardas municipais de Itapevi e Jandira torturam dependentes de drogas. Uma das denúncias é que, há cerca de duas semanas, guardas municipais teriam dito que os usuários flagrados no local iriam morrer.

A polícia quer ouvir usuários de drogas, para investigar se as ameças foram cumpridas, como afirma o delegado Andreas Schiffman. 


— É uma hipótese a execução por ser aqui um ponto de tráfico de drogas. A gente ainda precisa identificar as outras vítimas para ver se tinham antecedentes, quais eram os antecedentes e se esses antecedentes podem indicar a execução por algum outro motivo. 

No local do crime, a perícia encontrou oito cápsulas de pistolas 380 e 9 mm, que deveriam ser de uso restrito. A mãe de Fernando Soares Amaro, de 22 anos, disse que ele saiu de casa para receber o salário. 


— Vai com Deus, mas volta. Aí ele foi e não voltou. Minha sogra ligou falando que o pai dele falou que tinham matado ele. 

Assista ao vídeo:

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