Chuva de fevereiro em SP lavaria quase 20 vezes todos os carros do País; o que mais daria para fazer?
R7 simulou possíveis usos para os cerca de 385,42 bi de litros de água que caíram na capital
São Paulo|Do R7
Após um longo período de seca, não faltou chuva em São Paulo no mês de fevereiro. O volume registrado pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) — de 253,4 mm — ficou acima da média histórica. Isso significa que, em cada metro quadrado da cidade, caíram, em média, 253,4 litros de água durante o mês.
Considerando hipoteticamente que em todas as áreas da cidade (1.521 km²) tenha chovido exatamente a mesma quantidade, São Paulo recebeu 385,42 bilhões de litros de água.
Para dar uma ideia do que esse volume todo significa, o R7 fez algumas comparações curiosas. Veja no infográfico abaixo:
Se todos esses 385,42 bilhões de litros de água tivessem caído no sistema Cantareira, o maior reservatório de água da Grande São Paulo não estaria mais em situação crítica. Acontece, porém, que é impossível captar toda a água da chuva que cai em uma cidade e canalizá-la para um reservatório.
Mesmo assim, o professor da Escola de Engenharia de São Carlos da USP Frederico Fabio Mauad explica que a água da chuva poderia ser mais bem aproveitada.
— Em quase sua totalidade, a cidade de São Paulo está impermeabilizada. Então, a água cai nessas áreas e vai direto para o ponto mais baixo, que são os rios. O que acontece é isso: a água que poderia ser utilizada indo direto para o rio Tietê, que é altamente poluído. É o mesmo que você despejar uma garrafa de água limpa em uma banheira cheia de esgoto.
Mauad, que também é coordenador do curso de pós-graduação em ciências da engenharia ambiental, explica que o ideal para evitar inundações e contribuir com a economia de água seria que todos os imóveis fizessem captação da água da chuva. Ela não pode ser ingerida, nem usada para banho, mas serve para atividades como lavagem de carros e descarga.













