Ciclovia poderá ser transferida para o outro lado do rio Pinheiros durante obras do Metrô, diz promotor
Essa seria uma das alternativas para evitar a interdição que estava prevista
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

Uma das possibilidades para evitar que a ciclovia da marginal Pinheiros seja interditada durante as obras do monotrilho da linha 17-Ouro é transferir a faixa para a outra margem do rio, segundo o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, Maurício Antonio Ribeiro Lopes. Ele se reuniu, na tarde desta sexta-feira (4), com representantes do Metrô para discutir o caso.
O promotor explicou que, em um trecho de 2 km, seria montada uma nova ciclovia, que se interligaria à atual por meio de passarelas metálicas, durante os cerca de dois anos de obras.
— O Metrô já está dialogando com o movimento cicloativista, inclusive, para realizar [a construção da ciclovia] do outro lado do rio, nesse trecho interrompido de 2 km, em uma camada de cascalho que já existe, ele colocaria uma capa asfáltica de mais ou menos esses 2 km e transferiria essa ciclovia para a outra margem do rio, com acessos garantidos durante esse período em que haveria a interrupção desse lado.
Nenhuma decisão foi tomada ainda. Ainda de acordo com Lopes, a companhia e integrantes de grupos de ciclistas deverão ir à ciclovia, na segunda-feira (7), para estudar a possibilidade. O Metrô não confirmou a alternativa, mas disse que, juntamente com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e com representes dos ciclistas, busca “alternativas para continuar o atendimento”.
Na quarta-feira (2), a Secretaria dos Transportes Metropolitanos suspendeu a interdição em um trecho de 4 km, entre as estações Grajaú e Vila Olímpia da CPTM, que estava prevista para começar na próxima segunda-feira (7). A pasta disse que deverá dialogar com ciclistas antes de anunciar a nova data de fechamento.
Quando estiver pronta, a linha 17-Ouro vai ligar o Jabaquara, na zona sul, ao estádio do Morumbi, na zona oeste, passando pelo aeroporto de Congonhas. No total, serão criados 17,7 km de monotrilhos, com 18 estações e atendendo 400 mil pessoas todos os dias. No trecho interditado, o Metrô pretende instalar 66 pilares e 132 vigas.
O Metrô calcula que a ciclovia, que foi inaugurada em 2010 pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), receba cerca de 600 ciclistas nos dias úteis. Nos finais de semana esse número sobre para quase 4.000.













