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Comerciantes da Feira da Madrugada fazem protesto no centro de São Paulo

Manifestação bloqueou avenida do Estado; Justiça decidiu pelo fechamento da feirinha

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Trabalhadores fazem manifestação contra fechamento da Feira da Madrugada, no Brás, região central de SP
Trabalhadores fazem manifestação contra fechamento da Feira da Madrugada, no Brás, região central de SP JOHNNY DE FRANCO/ESTADÃO CONTEÚDO

Comerciantes da Feirinha da Madrugada do Brás, área de comércio popular no centro de São Paulo, realizavam um protesto contra o fechamento do local para reformas na madrugada desta quarta-feira (29).

Eles bloquearam a rua São Caetano e a avenida do Estado, no sentido Santana. A prefeitura informou que as reformas no local devem começar na próxima segunda-feira (3).


Serão realizadas obras hidráulicas, elétricas e de alvenaria que podem durar até 60 dias.

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Vai e vem judicial

A Feira da Madrugada, que acontece no Brás, região central de São Paulo, funcionou normalmente na madrugada desta terça-feira (28) apesar do TRF3 (Tribunal Federal Regional da 3ª Região) suspender a decisão que mantinha o seu funcionamento.


A liminar do juiz Victorio Giuzio Neto, da 24.ª Vara Federal, que assegurava as atividades no local foi cassada pelo TRF na última sexta-feira, dia 24, e divulgada nesta terça. Ainda segundo a decisão da Justiça Federal, os comerciantes tinham até esta quarta-feira (29) para o fechamento das bancas.

Alegando risco de incêndio e necessidade de uma reforma no local, a Prefeitura de São Paulo havia determinado o fechamento da feirinha no final de abril e os comerciantes tinham até o dia 8 de maio para retirar as mercadorias. Um dia antes desse prazo, a liminar do juiz Giuzio Neto permitiu que a feira continuasse funcionando normalmente. Segundo ele, as reformas prioritárias de segurança podiam ser feitas com o comércio em operação.


No dia 10 de maio, uma nova vistoria do Corpo de Bombeiros foi feita a pedido do próprio juiz. Com base no laudo, a prefeitura recorreu da decisão, pedindo novamente o fechamento da feirinha.

Na última semana, a suspensão da liminar do juiz da primeira instância foi dada pelo presidente do tribunal, Newton De Lucca. Ele tomou como base o relatório do Corpo de Bombeiros que demonstrou a necessidade de reformas urgentes para a prevenção de incêndios.

— Ainda que sejam compreensíveis — e, mais do que isso, louváveis — os esforços feitos pelos próprios comerciantes para que a feira mantenha sua atividade, seria temerário permitir que a mesma continue operando nas atuais circunstâncias. 

Segundo o juiz de segunda instância, o fato de ainda não ter ocorrido acidente grave na Feira da Madrugada, não afasta a necessidade de uma revisão global, urgente e impostergável, do sistema contra incêndio.

O documento do Corpo de Bombeiros lista melhorias como regularização das larguras dos corredores, utilização de material adequado na cobertura das barracas, instalação de sistema de iluminação de emergência e formação de brigada de incêndio. A estimativa é que as obras da prefeitura no local levem, no mínimo, 60 dias.

De acordo com a decisão do TRF, a suspensão da liminar não afeta outras ações futuras que possam ser iniciadas na Justiça sobre a Feira da Madrugada. A associação dos comerciantes ainda pode recorrer da decisão.

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