Comissão da Câmara quer explicação sobre caso de travesti agredida em SP
Verônica foi presa por suspeita de tentativa de homicídio na sexta-feira (10)
São Paulo|Do R7

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), encaminhou nesta sexta-feira (17), pedido de informações ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e ao procurador-geral do Ministério Público paulista, Márcio Elias Rosa, sobre o caso de abuso de autoridade contra a travesti Verônica Bolina, de 25 anos.
Verônica foi presa por suspeita de tentativa de homicídio contra uma vizinha idosa e levada ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, região central da capital paulista. A vítima teria sido espancada, teve seus cabelos cortados e foi humilhada, tendo seios e nádegas expostos.
Em ofício, Pimenta disse que a comissão pretende acompanhar a apuração sobre os crimes de tortura, agressão, racismo e homofobia supostamente praticados por policiais contra Verônica, cujo nome civil é Charleston Alves Francisco. Pimenta solicita informações sobre as providências tomadas pelo governo paulista e pelo Ministério Público no caso. O regimento interno da Câmara determina à Comissão de Direitos Humanos investigar denúncias de ameaça ou violação de direitos humanos.
Verônica foi presa na sexta-feira (10), por suspeita de tentar assassinar uma vizinha. No domingo (12), a travesti teria se envolvido em uma briga com outros presos e foi acusada de arrancar, a dentadas, a orelha de um carcereiro.
— Nenhum ato que tenha sido praticado pela vítima, em legítima defesa ou não, tem o condão de justificar tamanha violência policial - diz o parlamentar no ofício.
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