Confusão marca manhã em reintegração de posse na avenida Paulista
Cerca de 200 famílias ocuparam um prédio na avenida São João há cerca de seis meses
São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo
A Polícia Militar entrou em confronto com moradores de um prédio ocupado no centro de São Paulo na manhã desta terça-feira (16). A PM cumpre uma ordem judicial de reintegração de posse, mas não foi bem recebida pelas pessoas que ocupam o imóvel. Os sem-teto atiraram objetos, como pedras e móveis, na direção dos policiais. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.
A reintegração de posse foi determinada pela 25ª Vara Cível do Foro Central a pedido do proprietário do imóvel localizado na avenida São João. Policiais tentavam um acordo para desocupação pacífica com as cerca de 200 famílias que moram no prédio, o que não foi bem-sucedido porque líderes do movimento cobram caminhões para realizar a mudança.
Por causa do protesto, comércios e agências bancárias da região foram fechadas. Ao menos um ônibus foi queimado pelos manifestantes. Um policial foi ferido.
Reintegração de posse em prédio do centro afeta o trânsito e o transporte
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O prédio de 20 andares está ocupado há seis meses pelo coletivo da FML (Frente de Luta por Moradia). Segundo a PM, um acordo chegou a ser firmado, mas líderes cobraram caminhões para realizar a mudança. Segundo a SPTrans, o bloqueio da PM nas avenidas próximas afeta um ponto de ônibus e cerca de 30 linhas de ônibus foram desviadas.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que esta não é a primeira vez que policiais tentam cumprir a reintegração. No dia 27 de agosto, a ação tinha sido suspensa porque os oficiais de Justiça avaliaram que a quantidade de caminhões e transportadores ainda não era suficiente. A ação continua ocorrendo no centro da capital.













