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Conta de água do Palácio dos Bandeirantes fica mais cara em janeiro

Governo nega alta do consumo e justifica que em dezembro houve menos gasto devido às férias

São Paulo|Do R7

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Fatura mostra que consumo de janeiro foi menor do que a média
Fatura mostra que consumo de janeiro foi menor do que a média

A conta de água do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, foi divulgada nas redes sociais e gerou polêmica. Tudo porque houve aumento na fatura de janeiro, em relação a dezembro. O consumo foi de 1.139 m³ (R$ 22.010,24): 90 m³ a mais do que no mês anterior, quando o Estado pagou R$ 19.428,16.

Com a falta de água que assola a região metropolitana, alguns internautas acusaram a administração estadual de não estar economizando. Procurado, o Palácio dos Bandeirantes justificou o aumento alegando o período de férias. Segundo o governo, em dezembro, há férias durante o período de festas e as visitações também diminuem. Em janeiro, por exemplo, somente na cerimônia de posse, cerca de 2.000 convidados estiveram no palácio.


Ainda de acordo com o governo, funcionam no local quatro secretarias, a Defesa Civil e o acervo. Entre 1.500 e 2.000 pessoas circulam diariamente pelo Palácio dos Bandeirantes. Levando em conta esse número de pessoas, o professor José Carlos Mierzwa, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), estima que o consumo não esteja exagerado.

— Em locais desse tipo, estima-se que uma pessoa gaste em média 70 L de água por dia. Em um mês de plena atividade, o consumo seria em torno de 3.600 m³.


Desde abril de 2014, o governo do Estado tem recebido o bônus da Sabesp por conseguir economizar mais de 20%. O valor da fatura com mês de referência março/2014 chegou a ser de R$ 53.460,60. Depois disso, caiu pela metade.

O palácio diz que adotou campanhas de conscientização entre os funcionários e também fez adequações técnicas. Em nota, a administração argumenta que instalou “válvulas, dispositivos limitadores, temporizadores, arejadores de saída d'água, substituição de boias e sensores de volume de água, troca de tubulações e encanamentos antigos e construção de reservatórios para captação da água da chuva”. 

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