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Corpo da jovem de 16 anos que morreu em acidente entre ônibus e moto é enterrado

Motorista do coletivo fugiu do local e foi preso por homicídio e omissão de socorro

São Paulo|Do R7, com Agência Estado

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Mãe de Monique Cristina Ferreira Santos, de 16 anos, durante enterro
Mãe de Monique Cristina Ferreira Santos, de 16 anos, durante enterro MARCOS BEZERRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O corpo da jovem, de 16 anos, morta em acidente entre um ônibus e uma motocicleta, foi enterrado na manhã desta terça-feira (5), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Na madrugada desta segunda-feira (4), o coletivo cruzou o semáforo vermelho e foi atingido na porta dianteira pela motocicleta. O acidente aconteceu no cruzamento da avenida Roberto Marinho com a Rua Ribeiro do Vale, na Zona Sul da capital paulista.


O motorista fugiu do local do acidente. No mesmo dia, ele foi preso e indiciado por homicídio simples, omissão de socorro, fuga do local de acidente e lesão corporal.

O motoboy, de 38 anos, ficou ferido e a garupa, Monique Cristina Ferreira Santos, de 16 anos, morreu. A adolescente chegou a ser socorrida ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O capacete da jovem não foi encontrado no local.


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O motoboy relatou informalmente, em depoimento no hospital, que não lembrava os detalhes do acidente. Ele disse aos policiais que a jovem trabalhava como atendente na mesma pizzaria onde ele era entregador. Ele estaria dando uma carona para garota até uma estação de trem. O motociclista afirmou que a adolescente estava com capacete.


O porteiro de uma obra próxima ao local do acidente disse que escutou um barulho forte de batida e o grito de uma mulher. Ele foi até o local e viu que o semáforo estava verde para o motociclista e que o ônibus, envolvido no acidente, não parou. O coletivo deixou o local sem prestar socorro às vítimas. 

A cobradora do ônibus contou que não viu o momento da batida. Ela se assustou com o barulho da colisão e com os estilhaços do vidro do coletivo. Quando ela perguntou o que havia acontecido, o condutor disse que achava que havia atropelado um motoqueiro. A cobradora pediu para voltar ao local, mas o motorista negou e disse que iria para a garagem.

Ao chegar na garagem, o motorista informou que havia batido o veículo em um motoqueiro e foi orientado a prestar esclarecimentos no 27º Distrito Policial (Campo Belo), onde foi preso em flagrante. No depoimento, ele negou que tenha passado o sinal vermelho. O motorista disse ainda que, após o acidente, ficou desesperado e resolveu abandonar o local por falta de experiência. 

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