Corpo é queimado em avenida da zona leste de SP
Homens chegaram de carro, jogaram vítima na via e atearam fogo; polícia acredita em vingança
São Paulo|Do R7, com Agência Record
Um corpo foi queimado na avenida Riacho dos Machados, na altura da rua Gaia, em São Mateus, na zona leste de São Paulo, por volta das 4h deste domingo (30).
De acordo com a Polícia Militar, um carro parou na avenida e os ocupantes jogaram o corpo do lado da via. Em seguida, atearam fogo e fugiram. A polícia acredita que o ato foi motivado por vingança.
O corpo ficou totalmente carbonizado, por isso, não foi possível a identificação. O caso será registrado no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela).
Menino boliviano morto
O corpo foi queimado na mesma região onde ocorreu o assassinato do menino Brayan Yanarico Capcha, de cinco anos, na última sexta-feira (28). No entanto, os casos ainda não têm relação, segundo a polícia. A criança foi morta durante um assalto em uma casa na Vila Bela, em São Mateus.
Um morador chegava em casa de carro, por volta da 0h30 desta sexta-feira (28), quando seis homens se aproximaram, cinco deles estavam encapuzados. Eles estavam com duas armas e quatro facas. Três famílias de origem boliviana moram na residência.
As dez pessoas que estavam na casa foram levadas para um dos quartos, no piso superior e mantidas reféns. Brayan estava no andar de baixo e foi entregue à mãe por um dos assaltantes. Ele ficou assustado e começou a chorar no colo dela.
Os criminosos roubaram R$ 4.500 durante o assalto. Eles ainda pediam mais dinheiro e ficaram incomodados com o choro do menino. Um dos assaltantes, armado com um revólver, mandou a criança se calar, caso contrário, atiraria. Foi naquele momento que Brayan pediu para não ser morto e também para que não assassinassem a mãe dele.
O menino levou um tiro na cabeça depois que a mãe ajoelhou e mostrou a carteira vazia. Após o crime, eles fugiram levando o dinheiro. O menino foi levado a um hospital, mas já chegou morto à unidade de saúde. O corpo dele vai ser enterrado na Bolívia.
Os pais de Brayan vieram com ele para o Brasil há seis meses. Eles moravam e trabalhavam como costureiros no mesmo imóvel onde aconteceu o crime. Após a tragédia, a mãe disse que não quer mais continuar vivendo no País e vai voltar à Bolívia nos próximos dias. Brayan era filho único do casal.














