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Corpos de casal morto por vizinho serão enterrados neste sábado

Briga por causa de barulho terminou em tragédia em prédio de classe média alta na Grande SP

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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Casal tinha uma filha de um ano e meio
Casal tinha uma filha de um ano e meio

Os corpos deFábio de Rezende Rubim, de 40 anos, e de Miriam Cecilia Amstalden Baida, que completaria 38 anos na sexta-feira (24), serão sepultados neste sábado (25), em Indaiatuba, no interior de São Paulo, após a realização de uma missa que está prevista para começar às 9h e deve durar cerca de uma hora. O casal foi morto por um vizinho, o empresário Vicente D'Aléssio Neto, de 62 anos, na noite desta quinta-feira (23), em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba. Segundo a polícia, o atirador se irritou com o barulho do apartamento do casal.

Após o crime, D'Aléssio tirou a própria vida. O corpo dele foi velado no Cemitério do Araçá, região central da capital, nesta sexta-feira (24).


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As brigas entre os vizinhos eram frequentes. Testemunhas afirmaram que esta não foi a primeira vez que as famílias se desentenderam por causa de barulho.

As investigações apontam que o casal estava ouvindo música e o vizinho, que morava no 11º andar, no apartamento de baixo, se irritou e atacou os dois. Ele teria invadido, armado, a residência do casal. No corredor que dá acesso aos quartos, Miriam foi atingida por um tiro. O marido ainda tentou se proteger atrás da porta, mas também foi baleado.


Segundo um tenente da Polícia Militar, o filho do casal, de um ano e meio, estava no apartamento e não se feriu.

— Nos adentramos no apartamento, a criança estava debruçada sobre a mãe. Na sequência, foi retirada desse local e colocada juntamente com alguns vizinhos, de outro apartamento. Foi uma cena chocante.


O empresário que matou o casal foi encontrado morto dentro do elevador. Ele estava com a arma do crime, como conta o delegado Andreas Schiffmann, do Departamento de Homicídios de Carapicuíba.

— É um revolver 38, de seis tiros. Ele teria efetuado seis disparos no apartamento da vítima, depois teria ido pro apartamento dele, recarregado a arma, e quando estava no elevador, descendo, teria dado mais um disparo nele.

O empresário, que não tinha passagem pela polícia, e a mulher são donos de uma empresa metalúrgica de São Paulo. A arma usada por ele era registrada. Amigos de D'Dalécio Neto contaram que, recentemente, ele esteve internado por quatro meses em um hospital. O empresário estava com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. A polícia investiga se os medicamentos tomados por ele podem ter influenciado no crime.

O bebê foi entregue para a avó materna pelo Conselho Tutelar e deve passar por acompanhamento psicológico.

Outra versão

O jornalista Celso Ming, tio de Fábio Rubim, disse que foi o casal que reclamou ao síndico do prédio sobre o barulho constante no apartamento de baixo, onde morava D'Aléssio. A versão é diferente da inicial, de que D'Aléssio havia se irritado com o som que vinha do imóvel de cima.

— Não houve uma briga e nem a reclamação foi do empresário assassino. A reclamação foi do Fábio e da Miriam, que foram ao síndico do prédio reclamar do barulho que estava acontecendo no apartamento do vizinho.

Ele também disse que “a família está chocada”.

— Conheço o Fábio desde pequenininho. Jamais ouvi ele dizer "temos problemas lá no condomínio". Uma vez ele falou, "tem um cara chato lá", mas parou. Para a gente foi um choque esse desfecho.

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