Corpos enterrados de cabeça para baixo são descobertos em suposto cemitério clandestino do PCC
"Réus" da facção teriam sido obrigados a cavar os buracos onde foram enterrados
São Paulo|Do R7, com Agência Estado
Um possível cemitério clandestino foi descoberto pela polícia na região do M' Boi Mirim, zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (25). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais da Equipe A Sul da Divisão de Homicídios do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa) estão investigando o caso.
De acordo com as investigações, o cemitério clandestino era utilizado pelo "tribunal do crime" da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os restos mortais estavam em valas horizontais e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e 6.ª Delegacia Seccional Sul têm informações de que os "réus" da facção criminosa eram obrigados a cavar os buracos onde foram enterrados antes de receber a "sentença".
No local, foram encontrados cinco corpos enterrados de cabeça para baixo e em estado avançado de decomposição. O IML (Instituto Médico Legal) estima que os cadáveres estiveram no local por entre 60 e 90 dias, aproximadamente.
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As investigações tiveram início com um levantamento de pessoas desaparecidas na região. Segundo o delegado do DHPP, Rodrigo Petrilli, o corpo mais recente do local pode ter sido enterrado há 15 dias.
— As vítimas podem ter sido tanto mortas aqui como trazidas já assassinadas. Estamos tentando identificar os corpos para saber os motivos de terem ido parar no local.
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Ele explicou que nenhum dos restos mortais encontrados estava com documento nos bolsos das roupas e também não foi possível distinguir o sexo das vítimas. Em algumas covas, os policiais encontraram cal, substância usada para acelerar o processo de decomposição dos corpos.
O delegado da 6ª Seccional, Mitiaki Yamamoto, faz uma investigação paralela em conjunto com DHPP. Ele não revelou o que leva a Polícia Civil a acreditar que se trate de um tribunal do crime, mas "há forte indícios de que as vítimas tenho sido obrigadas a cavar as próprias covas".
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