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Correção: Trem até Cumbica atrasa de novo e fica R$ 101 mi mais caro

São Paulo|Do R7

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A nota enviada no sábado, 05, seguiu incompleta. Segue texto corrigido.

A linha de trem que vai ligar a zona leste de São Paulo ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ficou R$ 101 milhões mais cara e só deve ser concluída em 2019, cinco anos após a previsão inicial. Este é o terceiro atraso no cronograma de entrega da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em pouco mais de um ano. A estimativa é de que ela transportará cerca de 120 mil passageiros por dia.

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Prometida para a Copa do Mundo de 2014, a conclusão da linha já havia sido adiada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) em novembro daquele ano para 2016. No início de 2015, o prazo foi prorrogado para 2017 e, agora, para 2019. Serão 12,2 quilômetros de extensão, fazendo conexão com a Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana) na Estação Engenheiro Goulart, zona leste, e duas novas estações, incluindo uma ao lado do aeroporto.

Segundo o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o custo adicional e o novo atraso foram provocados pela demora nos processos de desapropriação de imóveis e por causa de ajustes em um dos viadutos da futura linha, que terá cerca de 8,8 km de trilhos em vias elevadas.

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As obras tiveram início em dezembro de 2013, já com atraso de nove meses, com prazo de execução de 18 meses.

Ele afirma que o trecho que passa sobre a Rodovia Ayrton Senna vai precisar ser alargado porque a estrada ganhou uma quinta faixa de rolamento para melhorar o fluxo de veículos, dois meses antes do início da obra, em setembro de 2013. "É uma obra relativamente complexa", disse Pelissioni, referindo-se ao traçado que passa ao lado do Parque Ecológico do Tietê. A linha também passará por cima da Via Dutra e do Rio Tietê e deve custar ao menos R$ 1,9 bilhão, incluindo a compra dos oito trens com oito carros cada.

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O secretário de Alckmin também culpou a falta de repasses para a obra previstos pelo governo federal. O Ministério das Cidades havia prometido R$ 250 milhões para financiar parte da Linha 13. "O prazo tem relação com a demora das desapropriações e nós também tivemos o problema da não vinda dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", disse.

Recurso federal

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Ele afirmou que, por causa da demora do envio da verba, a secretaria desistiu do dinheiro federal para o projeto e fez empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já estava disponível para reformas de estações da CPTM.

A verba do PAC, segundo Pelissioni, vai ser usada agora para deixar as estações acessíveis. Além de duas novas estações (Guarulhos-Cecap e Aeroporto), a CPTM vai ampliar a Estação Engenheiro Goulart, da Linha 12-Safira. O Ministério das Cidades informou que o governo estadual desistiu de usar o recurso no projeto de construção da linha, mas a verba federal continua disponível para a área de mobilidade.

Os dois aditivos com a prorrogação do prazo de entrega e o aumento do custo da obra foram assinados no dia 19 de fevereiro pela CPTM com o consórcio CST, formado pelas empresas Consbem, Serveng Civilsan e TIISA e responsável pelos lotes 2 e 4 da Linha 13. No primeiro deles, o prazo foi prorrogado por mais 34 meses a partir deste mês, ou seja, até janeiro de 2019, e o valor ampliado em R$ 61,2 milhões, 18,1% a mais do que o previsto.

Lotes

O especialista em transporte sobre trilhos e consultor da área Peter Alouche afirmou que os atrasos ocorrem porque "as obras têm projetos longos, em tempo de execução, e amadurecem durante a construção" das linhas. Segundo ele, isso acontece tanto nos projetos da CPTM como nos do Metrô. "No meio do caminho, os departamentos técnicos da companhia e das empreiteiras identificam avanços que podem ser feitos", afirmou Alouche. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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