Corregedoria prende PMs que faziam segurança de dono de empresa de ônibus ligada ao PCC
Um dos suspeitos detido na Operação Kratus mantinha R$ 1 milhão em dinheiro vivo escondido em casa; RECORD tenta localizar defesas
São Paulo|Valeria Valente, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Corregedoria da PM prendeu três policiais militares que faziam a escolta do dono da empresa de ônibus Transwolff, acusado de ser integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital).
As detenções ocorreram no âmbito da Operação Kratus, que cumpre 16 mandados de busca e apreensão, além de três de prisão preventiva — todos os agentes já estão atrás das grades.
Na casa de um dos detidos, os policiais localizaram R$ 1 milhão em dinheiro. A Corregedoria precisou levar uma máquina para contar as cédulas que estavam em maços.
Os presos são o 3º Sargento PM Nereu Aparecido Alves, que está fora da ativa, e deixou a corporação quando estava no 1º BPChq (Batalhão da Polícia de Choque), da Rota; o capitão Alexandre Paulino Vieira, que trabalha na assessoria da Câmara de São Paulo; e o 2º Sargento PM Alexandre Aleixo Romano Cezano, do 38º BPM (Batalhão de Polícia Militar) da 3ª Companhia.
A Transwolff emitiu um comunicado em que “repudia qualquer tentativa de associação com organizações criminosas”. A empresa ainda disse que “não há qualquer fundamento” nas acusações de elo com atividades ilícitas (leia o comunicado ao final da reportagem).
A Câmara afirmou que Vieira trabalha “desde outubro de 2014, ou seja, atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes”. Em seguida, disse que “não há nenhum registro que o desabone” (veja a nota abaixo).
A reportagem da RECORD não localizou a defesa dos presos. O espaço está aberto para manifestação.

A Transwolff e a UPBus foram alvos da operação “Fim da Linha”, do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), em abril de 2024, por lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
A iniciativa investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte público de São Paulo.
Uma investigação da auditoria da prefeitura paulistana descobriu que as empresas não possuem condições financeiras para prestar o serviço. Por isso, sofreram intervenção da SPTrans desde então.
Em janeiro de 2025, a prefeitura resolveu substituir as duas empresas.
Veja a nota da Câmara Municipal
“Dos policiais mencionados pela imprensa na ação da Corregedoria da PM nesta quarta-feira (4/2), apenas o capitão Alexandre Paulino Vieira atua na Assessoria Policial Militar da Câmara Municipal de São Paulo.
Ele é integrante do órgão desde outubro de 2014, ou seja, atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes.
O cargo ocupado é de confiança e nas atribuições relacionadas à Assessoria Militar na Câmara não há nenhum registro que o desabone.
Os outros dois PMs presos, inclusive o que guardava dinheiro em espécie segundo a imprensa, não são nem nunca foram servidores da Assessoria Militar da Câmara.
Assessoria de Imprensa da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo"
Veja a nota oficial da Transwolff
“Transwolff repudia qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.
Empresa de ônibus de São Paulo esclarece que não há fundamento nas alegações de relação da empresa ou de seus representantes com policiais militares citados em reportagem.
Sobre as reportagens a respeito da prisão pela Corregedoria de três policiais militares sob alegação de que de 2020 a 2024 faziam segurança para o dono da Transwolff, a empresa esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas ou com os policiais militares citados na reportagem.
A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.
A Transwolff segue se defendendo nas instâncias competentes e colaborando com as autoridades.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda."
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