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Defesa de família de João Victor diz que lanchonete ofereceu R$ 100 mil para parentes abandonarem o caso

Pai do adolescente diz que recusou proposta e pede prisão dos culpados

São Paulo|Do R7*

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João Victor morreu em 26 de fevereiro
João Victor morreu em 26 de fevereiro

O escritório FC Advogados, que presta serviço à família de João Victor Souza de Carvalho, 13 anos, morto em 26 de fevereiro em frente ao Habib’s da Vila Nova Cachoeirinha, afirma que o advogado do fast-food entrou em contato com a família do adolescente, para oferecer R$ 100 mil para que os amigos e parentes abandonassem o caso.

De acordo com a assessoria do escritório, a proposta foi recusada pelo pai do menino, Marcelo Fernandes de Carvalho, 42 anos. “Ele disse que ele não queria dinheiro, ele queria justiça, queria os culpados na cadeia”.


Durante a última manifestação feita pelos amigos e familiares do adolescente, no sábado (1º), Marcelo disse ao advogado do Habib’s, Ismael Barbosa, que iria à imprensa denunciar a tentativa de suborno. O advogado, no entanto, insistia em dizer que não tentou suborna-lo.

Em nota enviada ao R7, o escritório conta que os advogados da família não receberam a proposta da lanchonete. “O advogado do Habib’s tentou fazer uma reunião com o Marcelo, sem os advogados do Marcelo, para acertar um valor e deixar a história quieta”, disse a nota do escritório.


Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da lanchonete disse que o posicionamento do fast-food é o seguinte: "O Habib's respeita a decisão judicial e reafirma que segue à disposição das autoridades e colaborando com as investigações em curso".

Com colaboração de Kaique Dalapola, estagiário do R7

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