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Detido em delegacia, preso tem dificuldade para conseguir progressão, diz especialista

Estado de São Paulo tem 3.672 presos em carceragens — 750 já foram condenados

São Paulo|Alvaro Magalhães, do R7

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Diretor da Conectas Direitos Humanos, organização que acompanha a situação de presos, Marcos Fuchs classifica como “absurda” a manutenção de presos — sobretudo de condenados — em delegacias.

— É absurdo que isso continue ocorrendo. O condenado não deve ficar em delegacia. Isso, inclusive, restringe a progressão da pena. Anos atrás, tive contato com um detento que já tinha direito ao semiaberto, mas que não podia receber o benefício porque estava em uma carceragem.


Atualmente, as carceragens dos distritos policiais do Estado e cadeias públicas mantêm 3.672 detidos. Desses, 750 (695 homens e 55 mulheres) já foram julgados e condenados. O número é suficiente para praticamente lotar um presídio — o padrão da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária é de 768 vagas em cada unidade prisional.

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Para Fuchs, a informatização do sistema também é importante.

— O policial de uma delegacia do interior não pode ter de ficar ligando para CDPs e penitenciárias tentando encontrar uma vaga para o detido. Em boa parte do Estado, o sistema informatizado funciona. Mas, em algumas regiões, o processo ainda é manual.


Fuchs, porém, afirma que é possível resolver, em pouco tempo, a situação das carceragens paulistas.

— O total de detidos em delegacias vem caindo. Atualmente, o número é administrável. Com vontade, pode-se resolver o problema, transferindo presos provisórios para CDPs e os condenados para penitenciárias.

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