Discrição e atenção minimizam risco de assaltos nas compras de Natal
Especialista em segurança orienta consumidores a evitar saques de dinheiro e a expor celulares nos principais centros de comércio popular de São Paulo
São Paulo|Cesar Sacheto, do R7

A proximidade do Natal provoca uma grande corrida de compradores de última hora — vindos de várias partes do país e até do exterior — às lojas, shoppings e aos grandes centros de comércio popular da cidade. No entanto, muitas pessoas, distraídas pela busca dos últimos presentes, se tornam ainda mais vulneráveis à ação de assaltantes.
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Segundo o gestor em segurança e policial militar José Antônio Alves da Costa, alguns cuidados simples podem reduzir substancialmente o risco de um consumidor ser abordado por criminosos que circulam em meio à multidão com a intenção de encontrar uma vítima perfeita e em qualquer horário, já que há ofertas desde a madrugada até o período noturno.
Assim, uma das principais dicas do especialista para afastar a possibilidade de assaltos é se manter atento — tanto nas ruas quanto dentro dos estabelecimentos comerciantes — e evitar atrair a atenção das quadrilhas de ladrões com objetos caros ou chamativos.
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"Não use anéis brincos ou correntes dourados, porque o marginal não sabe se é ouro e, na dúvida, vai tomar. E toma trombando, machucando as pessoas. Se for levar a carteira, o ideal é que mantenha no bolso da frente, nunca atrás. Mochilas e bolsas também, sempre na frente do corpo. O que você coloca para trás, corre o risco de ser vítima das cortadeiras, a pessoa que corta a bolsa procurando objetos", frisou o cabo Alves.
Celulares
José Antônio Alves da Costa destaca também que os celulares são especialmente um grande chamariz de ladrões. Assim, o manuseio dos aparelhos nessas regiões de compras deve ser feito com muita cautela.
"São o suprassumo para o roubo e furto. É o maior índice de roubos e furtos na cidade de São Paulo. As pessoas estão cada vez mais vidradas no seu aparelho por tantas coisas que têm que ver no dia a dia e são vítimas por deixar o celular aparente. Sugiro não usar o aparelho quando estiver no meio da multidão. Não deixar o aparelho aparente. Não fazer ligações longas", enfatizou.
Batedores e quadrilhas
O especialista em segurança José Antônio Alves da Costa explica que os trombadinhas (termo usado no passado para identificar os ladrões de carteiras e bolsas), agora chamados de batedores, não são facilmente identificáveis, porque se espalham na multidão. Porém, um olhar mais aguçado pode denunciá-los.
"Todo mundo tem um senso crítico, de desconfiança, no seu íntimo. Se perceber que a pessoa está muito próxima de você, troque de calçada. [Outra dica] Dê uma boa encarada, porque eles querem a facilidade. Se notarem que você percebeu, a ação está frustrada", avaliou o policial militar.
No entanto, há muitas quadrilhas que agem de forma mais agressiva. Em geral, os suspeitos seguem as vítimas e as cercam com violência para tirar bolsas, relógios, celulares, dinheiro e outros pertences. Por isso, é aconselhável também não fazer saques em caixas eletrônicos — opte, se possível, por cartões (de crédito ou débito) — e manter-se alerta mesmo dentro das lojas.
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"São várias pessoas [integrantes da quadrilha] e um sozinho não pode com esse povo todo. Eles te acompanham para ver se está com importância em dinheiro. Assim, quando for pagar, evite manipular dinheiro dentro de uma loja muito movimentada. Sempre tem um olheiro. Isso pode gerar violência e até morte. Pode ser evitado. Faça um planejamento para evitar saques", ponderou.
Crianças e idosos
Por fim, o gestor em segurança José Antônio Alves da Costa, cabo da Polícia Militar e com 25 anos de experiência na área, recomenda que os compradores não levem a esses locais crianças de colo ou pessoas de idade avançada, com dificuldades de locomoção.
"[Isso ocorre] Devido ao tumulto de pessoas. Até mesmo o homem com as duas mãos ocupadas se torna alvo, porque o marginal procura a facilidade. Ele sempre vai no que entende ser mais vulnerável. Tomando essas precauções, você conseguirá fazer as suas compras e voltar íntegro para casa", complementou o especialista.














