Doador de campanha de secretário de Haddad, assessor é afastado da prefeitura
Tony Nagy pediu demissão por e-mail, de acordo com titular da Secretaria do Trabalho
São Paulo|Do R7, com Fala Brasil
O assessor especial da Secretaria Municipal do Trabalho Tony Nagy foi afastado nesta quinta-feira (21) do seu cargo na Prefeitura de São Paulo. Ele é suspeito de ter envolvimento com o grupo de auditores fiscais que fraudava o ISS (Imposto sobre Serviços) na cidade, causando um rombo de até R$ 500 milhões, de acordo com o MP (Ministério Público).
O prefeito Fernando Haddad explicou que Nagy, que respondia diretamente ao secretário municipal do Trabalho Eliseu Gabriel (PSB), não apresentou a declaração patrimonial obrigatória aos funcionários públicos municipais. Além dessa irregularidade, o fato de Nagy apareceu como uma dos principais doadores da campanha do ano passado de Gabriel – com R$ 140 mil em doações –, mesmo tendo um salário de R$ 4.800, levantou suspeitas.
Ainda na quinta-feira, Eliseu Gabriel declarou que Nagy pediu demissão por e-mail. O ex-assessor especial do secretário será exonerado “para que possa se defender”, de acordo com Gabriel. Ele está em viagem ao exterior desde o dia 29 do mês passado, um dia antes da divulgação da operação que levou a prisão de quatro auditores fiscais, todos suspeitos de cobrarem propina para a regularização do ISS em obras da capital entre 2010 e 2012.
Construtoras suspeitas de envolvimento em fraude do ISS serão intimadas na próxima semana
Nomeado como assessor especial em fevereiro, Nagy contratou a advogada Verônica Horle Barcellos, irmã do auditor fiscal Eduardo Horle Barcellos – um dos investigados pelo MP – para trabalhar no gabinete de Gabriel na Câmara Municipal.
Para prosseguir no combate a corrupção no governo municipal, Fernando Haddad também anunciou que a prefeitura abrirá concurso público para contratar mais de cem servidores em 2014, os quais integrarão a CGM (Controladoria Geral do Município).
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