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Documento prova que dono de imóvel que desabou na Liberdade não teve responsabilidade no acidente

Serviços no casarão custariam R$ 2,6 milhões e deveriam ficar prontos no dia 30 de março 

São Paulo|Do R7

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Equipes da defesa civil e prefeitura derrubaram o que restou do prédio
Equipes da defesa civil e prefeitura derrubaram o que restou do prédio ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO CONTEÚDO

O proprietário do imóvel que desabou no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, no último dia 28, foi ouvido na manhã desta sexta-feira (8) pelo delegado que comanda as investigações do acidente, José Sampaio Lopes Filho. Ele apresentou um contrato feito com a empresa responsável pela obra, o que para a polícia, o isenta de qualquer responsabilidade criminal. 

O casarão antigo no bairro da Liberdade estava passando por obras para ser transformado em estacionamento quando aconteceu o acidente. Segundo o delegado José Sampaio, o dono disse que contratou a empresa por R$ 2,6 milhões e que já tinha adiantado R$ 750 mil em setembro e todo o restante deveria ser pago em seis meses.


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A obra deveria ficar pronta no próximo dia 30 de março. De acordo com o delegado, o engenheiro responsável pela obra e sócio da empresa contratada já foi ouvido pela polícia e confirmou o contrato. Porém, o delegado disse que ele será ouvido novamente na semana que vem. Sobre a informação de que fiscais da Subprefeitura da Sé vistoriaram as obras e constataram o risco de desmoronamento da fachada antes do desabamento, Sampaio falou que não pode questioná-lo sobre isso no primeiro depoimento porque ainda não tinha o documento da prefeitura.

Procurada, a empresa responsável pela obra não foi localizada pela reportagem.

No início desta semana, a obra foi embargada após uma vistoria de fiscais da subprefeitura da Sé. O proprietário ainda foi multado em R$ 205 mil. O imóvel desabou no último dia 28. No acidente, o auxiliar de limpeza, Marco Antonio dos Santos, de 50 anos, passava pela calçada e morreu ao ser atingido pelos escombros.

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