Dono de arma usada para matar três PMs diz que foi roubado
Falso policial civil usou a peça para atirar contra as vítimas durante uma abordagem na zona oeste de São Paulo e também acabou morto no confronto
São Paulo|Elizabeth Matravolgyi, da Agência Record

O dono de uma das armas usadas para matar três policiais militares em confronto na zona oeste de São Paulo, no sábado (8) prestou depoimento à polícia nesta quarta-feira (12). Ouvido no DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), ele afirmou que foi roubado e que só sentiu falta do objeto quando foi procurado pela polícia.
O proprietário do armamento disse também que não conhecia Cauê Doretto de Assis, o falso policial civil autor dos assassinatos. O responsável por outra arma, uma 9mm com numeração raspada ainda não foi identificado.
Visita de Bolsonaro
Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro visitou Samuel Victor, filho recém-nascido de um dos policiais mortos.
Além de Victor, um outro policial militar que morreu baleado na abordagem, o sargento José Valdir de Oliveira Junior, de 37 anos, também deixou uma mulher grávida. De gêmeos. Junior já tinha uma filha adolescente.
O caso
As mortes ocorreram na madrugada do último sábado, quando o falso policial Cauê Doretto de Assis e um amigo saíram de sua casa por volta das 02h00 para ir a uma loja de conveniência beber.
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Após cerca de duas horas, Cauê foi flagrado revistando um homem que estava em uma moto, enquanto seu amigo permanecia no carro, na Avenida Escola Politécnica.
Durante patrulhamento, o sargento José Valdir de Oliveira Junior, o soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva e o soldado Celso Ferreira Menezes Junior se depararam com a cena e decidiram parar.
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Durante a abordagem, Cauê entregou uma das armas que portava ao sargento Oliveira Junior. Em seguida, o oficial caminhou até a viatura para consultar a numeração do revólver. O falso policial civil aproveitou o descuido dos agentes e iniciou os disparos contra os militares, que revidaram.
Tanto os policiais militares quanto Cauê ficaram feridos e foram levados ao Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) e ao Regional de Osasco, respectivamente.
A polícia também confirmou que Cauê portava uma identidade funcional falsa, da Polícia Civil.














