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Dono de carro usado por jovem que atropelou skatista também pode ser responsabilizado por crime

Motorista que atropelou adolescente em Guarulhos usava veículo de seu chefe 

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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O adolescente Gabriel Luiz da Silva Pinto foi atropelado enquanto andava de skate em Guarulhos
O adolescente Gabriel Luiz da Silva Pinto foi atropelado enquanto andava de skate em Guarulhos

O dono do carro usado por um homem que atropelou um skatista de 15 anos no dia 24 de março, em Guarulhos, Grande São Paulo, também pode ser responsabilizado pelo crime. O homem foi indiciado por ter entregado o veículo a uma pessoa sem carteira de habilitação. A informação foi confirmada por Marcelo Bianchi, delegado titular do 1º DP de Guarulhos que informou também que ele não ficará preso, mas pagará uma indenização à família de Gabriel. 

A decisão foi tomada no dia 26, quando o dono do carro foi ouvido pela polícia e assumiu que o automóvel era de sua propriedade e que o emprestou ao atropelador, funcionário de sua empresa de conserto de aparelhos celulares. A confusão com a documentação do carro também foi esclarecida: o carro ainda estava no nome da antiga dona, que também prestou depoimento à polícia no mesmo dia. 


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O condutor, de 26 anos, foi transferido, na tarde do dia 25, do 1º Distrito Policial de Guarulhos, na Grande São Paulo para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros. Exames confirmaram que o motorista dirigia embriagado. De acordo com a nova lei, ele pode pegar de seis meses a três anos de prisão. Além disso, vai responder por homicídio doloso, por ter assumido os riscos de dirigir bêbado.

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que o motorista que atropelou Gabriel fique preso por tempo indeterminado. O promotor Rodrigo Merli solicitou "a conversão do flagrante em prisão preventiva" na terça-feira (26). Para ele, o atropelador deve ficar preso "para a manutenção da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também para se assegurar a futura aplicação da lei penal". Nesta segunda-feira (1º), o Tribunal de Justiça de São Paulo verificava se o recurso já foi julgado.

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