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‘É um momento para a gente ficar alerta’, diz biólogo sobre situação do Sistema Cantareira

Sistema responsável pelo abastecimento de 10 milhões de pessoas na Grande SP está com a capacidade abaixo dos 40%

São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O sistema Cantareira, que abastece 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo, entrou na faixa de alerta com 39,8% de capacidade.
  • Edson Grandisoli, biólogo, destaca a importância da conscientização sobre a possibilidade de escassez de água.
  • A redução das chuvas e o desmatamento na Amazônia contribuem para a diminuição da capacidade do sistema Cantareira.
  • A educação ambiental é essencial para criar uma cultura de valorização e uso consciente da água.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo, passou a operar na faixa de alerta nesta quarta-feira (1º), quando a capacidade estava em 39,8%, de acordo com a Sabesp. A classificação é prevista em uma resolução da Agência Nacional de Águas e da SP Águas, que criou cinco faixas de operação do sistema.

Em entrevista ao News das 19h, Edson Grandisoli, biólogo e mestre em ecologia, afirma que, quando esse nível é atingido, é recomendado entrar em alerta e é preciso ter consciência de que pode haver uma outra escassez. Por isso, a Sabesp deve sempre divulgar os números e informar a população.


Copo sendo enchido com água de uma torneira sobre uma pia branca
Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de 10 milhões de pessoas Reprodução/Record News

“A gente sabe que, nessa época do ano, chove menos. A tendência é a gente ter uma menor recuperação dos mananciais e reservatórios e, especialmente, dos reservatórios que formam o sistema Cantareira, que abastece 10 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo”, ressalta o biólogo sobre a importância de tomar medidas.

Segundo ele, o sistema Cantareira tem perdido lentamente a capacidade ao longo dos anos, resultado de uma tendência de menos chuva, de mudanças climáticas e do desmatamento na Amazônia — que traz menos chuva para o Sul e para o Sudeste.


“Existem muitos caminhos e todos eles associados à educação ambiental, que é fundamental a gente criar uma nova cultura com relação à valorização da água e à valorização de um uso mais correto para esse recurso”, reforça Grandisoli.

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