'Ela chegava com roxos', diz tia de criança espancada em Itapetininga
Escola onde Emanuelly Alves estudou diz que acionou o Conselho Tutelar de Itapetininga em outubro de 2017 por suspeita de maus-tratos
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

“Meu pai disse que seria capaz de matar o meu irmão”, afirmou a tia de Emanuelly Agatha da Silva Alves, de cinco anos, que teria sido espancada pelos pais em Itapetininga, interior de São Paulo. Isis Desiree, de 27 anos, se refere ao avô da criança, o aposentado Luiz Carlos Alves.
O pai e a mãe da criança supeitos de cometer o crime. Emanuelly morreu de hemorragia cerebral no sábado (3).
Isis informou, em entrevista ao R7, que toda a família está bem nervosa com toda a situação. “Meu pai [avó da criança] está com ódio [do pai da criança]”, disse.
O casal, que foi preso no último sábado, havia acionado o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no dia anterior, alegando que a criança tinha caído da cama e batido a cabeça, passando a ter convulsões.
Questionada se Emanuelly alguma vez apresentou sinais de maus-tratos, Isis é categórica: “Sim. Ela chegava, vez ou outra, com uns roxos. Mas a mãe sempre inventava uma história e a gente acreditava”.
Escola
A escola onde Emanuelly estudou informou os maus-tratos sofridos pela criança para o Conselho Tutelar do município em outubro de 2017. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação também confirmou o contato entre a escola e o órgão: "Ao perceber hematomas no corpo da criança, a escola acionou o Conselho Tutelar apresentando um relatório e dando ciência do fato e acreditou que as devidas providências por parte do órgão, já estariam sendo tomadas".
Procurado pelo R7, o Conselho Tutelar não quis se pronunciar.
Guarda
Segundo o delegado Fernandez, da DP de Itapetininga, a mãe perdeu a guarda da criança em 2012. Logo após o parto, a criança ficou em um abrigo devido a negligência mãe e uso de drogas feito pelos pais.
Débora conseguiu recuperar a guarda da filha em seguida, mas em 2016 perdeu-a novamente. No ano seguinte, ela se separou do pai de Emanuelly e a criança voltou para a casa da mãe. Em seguida, o casal reatou o relacionamento.
Os pais foram detidos no dia 3 e, na audiência de custódia, o juiz responsável pelo plantão judiciário determinou a prisão preventiva. A mãe foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Votorantim e seu companheiro para a Penitenciária de Capela do Alto.
Ele foi colocado em cela separada, onde ficam detentos sob ameaça, por causa do tipo de crime do qual é suspeito.
Desde a prisão ter sido efetivada, ninguém da família teve contato com o pai da criança. “Ninguém quer ver ele”, comentou Isis.
Além de Emanuelly, os pais tem dois outros filhos: uma menina, de nove anos, e um menino, de quatro. A menina está aos cuidados do pai biológico, em Itapetininga, enquanto seu irmão mais novo foi acolhido pelo Conselho Tutelar, segundo o delegado Fernandez. Segundo a Polícia Civil, os pai são usuários de drogas e já estiveraram envolvidos em suspeitas de agressões aos outros filhos.
A Defesa de Najjar indaga se a investigação apurou quantas pessoas teriam a chave do apartamento, mas a delegada afirmou que não verificou a informação. A defesa também questiona se a polícia observou indícios de água no chuveiro e a toalha molhada que...
A Defesa de Najjar indaga se a investigação apurou quantas pessoas teriam a chave do apartamento, mas a delegada afirmou que não verificou a informação. A defesa também questiona se a polícia observou indícios de água no chuveiro e a toalha molhada que teria sido usada pelo pai de Sophia. Outro argumento utilizado é de que as imagens periciadas mostram que Najjar teria usado uma roupa para buscar a filha na escola e outra após a morte da garota, o que também reforçaria a versão do pai de que ele estaria no banho quando o incidente ocorreu. Ele nega o crime.























