Logo R7.com
RecordPlus

Empresa perde documento, e cachorro fica preso em aeroporto

Dona de bul terrier relata que ainda não conseguiu ver o animal, que está parado em aeroporto de Londres há mais de um dia

São Paulo|Adriana Victorino*, da Agência Record

  • Google News
Jornalista relata que gastou cerca de R$ 25 mil com o transporte
Jornalista relata que gastou cerca de R$ 25 mil com o transporte

Há mais de 24 horas, Jack, um bull terrier, está preso no aeroporto de Londres, após a empresa aérea KLM perder a documentação que liberava a entrada do animal no país, na última quarta-feira (2).

A jornalista Bruna Estevanin, de 30 anos, se mudou para o Reino Unido a trabalho. Para levar Jack, ela contratou a empresa Embarpet para fazer a documentação, que envolvia liberação alfandegária, reserva aérea e vistoria pelo Ministério da Agricultura. O processo durou cerca de quatro meses e teve um custo aproximado de R$ 25 mil.


O país britânico aceita apenas o transporte de animais como carga e, durante a pandemia, as empresas cessaram este serviço, o que a levou a fazer a viagem pela KLM.

Faltando uma semana para o embarque do animal, que seria realizado no dia 26 de janeiro, a KLM informou Bruna de que Jack não poderia embarcar porque o Reino Unido não aceitava mais aquela raça de cachorro. A dona foi atrás da informação no site do governo britânico e questionou a KLM, que admitiu o erro.


No dia do embarque, a empresa aérea afirmou que as dimensões da caixa em que o cachorro seria transportado estavam erradas, já que a KLM havia mudado a política de tamanhos, impedindo novamente que Jack embarcasse.

O marido de Bruna, Diego Augusto Ximenes, de 32 anos, ficou no Brasil para acompanhar o processo, e o cachorro ficou hospedado com a empresa. Entretanto, Jack sofre de dermatite atópica e por esse motivo toma Cyclavance, da empresa Virbac, um medicamento antialérgico. Há uma semana o animal está sem receber o remédio.


A família mandou fazer uma caixa com as novas medidas, que, segundo Bruna, também teriam sido negadas pela empresa. Na terceira tentativa, a KLM aprovou a caixa que transportaria o animal, e Jack embarcou no dia 1º de fevereiro, com toda a documentação.

O voo de carga em que o bull terrier estava fez escala em Amsterdã e chegou a Londres nesta quarta-feira (2), porém Jack não pôde sair do aeroporto, pois não havia nenhum documento com o animal. De acordo com Bruna, a KLM não respondia a suas tentativas de contato, o que a fez buscar o responsável pela empresa pelo LinkedIn.


Em seguida, a KLM informou que a documentação de Jack foi encontrada caída no aeroporto de Amsterdã e enviada para Londres, com previsão de chegada nesta quinta-feira (3). Contudo, o departamento responsável pela liberação dos animais não tem funcionamento 24 horas, o que significa que Jack passará mais uma noite no aeroporto.

Até o momento, a família não recebeu nenhuma imagem de Jack nem foi autorizada a ver o cachorro. 

Em nota, a KLM disse estar ciente do caso, pelo qual "lamenta profundamente". "A companhia entende que esta é uma experiência estressante e compreende que o transporte de animais vem com uma grande responsabilidade. A companhia entrou em contato com os clientes para mais informações acerca deste transporte, de modo que possa investigar apropriadamente o que ocorreu", completou a empresa.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.