Empresário que morreu afogado na raia da USP não sabia nadar
Ele praticava stand-up e não usava colete salva-vidas; corpo foi enterrado hoje em Cotia
São Paulo|Do R7, com SP no ar e Agência Record

O empresário que morreu na raia da USP (Universidade de São Paulo) não sabia nadar. A informação foi passada pela família ao Corpo de Bombeiros depois que o corpo dele foi encontrado. Everaldo Paulo de Miranda, de 42 anos, praticava stand-up paddle — um esporte com prancha e remo — e não usava coletes salva-vidas. O corpo dele foi enterrado às 13h desta quarta-feira (26).
Na noite de segunda-feira (24), ele participava de uma aula com outros cinco alunos. Ventava muito e todos foram orientados a sair da água. Mas a vítima não chegou à margem. Seu equipamento foi encontrado, boiando, por outro grupo, que praticava canoagem. O corpo dele foi encontrado após 12 horas de buscas, como explica o capitão Alexandre Antunes, do Corpo de Bombeiros.
— Provavelmente ou ele se afogou ou ele passou mal e veio se afogar, o que é comum acontecer.
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Miranda era apaixonado por esportes, segundo a família. Ele também corria, pedalava e tinha começado a treinar na raia olímpica da USP havia poucas semanas. A aula de segunda-feira foi a quinta que ele participou, como conta o primo da vítima, Arlindo de Paula.
— Eu trabalhei com ele muitos anos e ele falou para mim que não sabia nadar.
O delegado Paulo William Oliveira Bittencourt disse que a polícia vai investigar quais as medidas de segurança eram adotadas durante o curso.
— E isso tem que ser esclarecido se, de alguma forma, houve uma concorrência de culpa, no sentido de não ter tomado cautela necessária para que ninguém passasse por apuro como esse.
O corpo de Everaldo Paulo de Miranda foi velado no Cemitério Jardim das Flores, em Cotia, na Grande São Paulo. O enterro ocorreu no mesmo local.













