Engenheiros vão ajudar polícia a definir empresa responsável por obra que desabou na zona leste
Depoimentos de quatro profissionais envolvidos na construção estavam marcados para hoje
São Paulo|Do R7

A Polícia Civil aguarda os depoimentos de quatro engenheiros ligados à obra de uma loja de departamentos que desabou, na terça-feira (27), na avenida Mateo Bei, em São Mateus, zona leste de São Paulo. O delegado do caso, Luiz Carlos Uzelin, quer saber dos profissionais qual era a empresa responsável pela obra.
Nenhum dos envolvidos até agora assumiu a responsabilidade pelo acidente, que matou oito operários e deixou 26 feridos. O terreno é de propriedade de Mostafa, Ali e Samir Abdallah Mustafa. O espaço teria sido alugado, de acordo com o advogado dos donos, ao Magazine Torra Torra. Ainda se investiga a participação de outra empresa, a Salvatta Engenharia, que afirmou ter sido contratada pela loja de departamentos apenas para uma vistoria. Mas a polícia quer saber se a empreiteira realizava alguma obra no local.
O eletricista Reginaldo Caetano dos Santos, que prestou depoimento ontem, afirmou que houve, três dias antes do acidente, uma reunião envolvendo um engenheiro contratado por Mostafa Abdallah Mustafa, outro engenheiro da Salvatta e a arquiteta do Torra Torra. O tema da conversa seria justamente o sobrepeso da estrutura. Teria ficado definido que, para recomeçar os trabalhos, deveria ser feito um reforço na obra.
Edilson Carlos dos Santos, advogado de Mostafa, garantiu que a obra era de responsabilidade do Magazine Torra Torra. Ele disse que, justamente por causa disso, a loja já havia começado as intervenções na estrutura.
Em nota, o Magazine Torra Torra negou a informação e disse que a Salvatta fazia apenas uma avaliação sobre as condições de uso do prédio. Caso o laudo técnico fosse positivo, atestando que havia segurança estrutural, a rede de lojas faria o acabamento para abrigar mais uma de suas unidades. O que o Torra Torra não explicou foi por quem eram contratados os cerca de 40 trabalhadores que estavam no local na hora do desabamento.
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