Entenda por que a nomeação de Glauce Anselmo Cavalli representa ‘virada de chave’ na PM de SP
Desde 1831, quando a corporação foi fundada, ela é a primeira mulher a estar no comando; José Vicente da Silva Filho analisa
São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS
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A Polícia Militar de São Paulo vai ser comandada por uma mulher pela primeira vez. Glauce Anselmo Cavalli, de 50 anos, assumiu o controle da corporação quase 200 anos depois da sua criação, em 1831. A coronel chega ao comando da PM em um momento de aumento dos casos de violência contra a mulher no país.
Em entrevista ao Jornal da Record News desta quinta-feira (16), o ex-secretário nacional de segurança pública José Vicente da Silva Filho fala que essa é “a melhor notícia de segurança pública” desde o início do governo Tarcísio.
“Ela é muito bem-vinda nesse momento, não por ser mulher pura e simplesmente, o que já é uma vantagem também, mas o fato é que ela é extremamente respeitada. Ela vai chegar em um momento importante de se redirecionar a PM para o melhor tratamento dos cidadãos, de maneira geral, e o prestígio do policiamento que efetivamente faz prevenção”, analisa.
Silva Filho, integrante do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, explica por que, além do ineditismo de haver uma mulher nesse cargo, a ascensão de Glauce pode ser considerada uma “virada de chave” na corporação devido ao perfil da policial.
“A virada de chave que nós estamos verificando é que estávamos, até recentemente, com o comando de coronéis oriundos da Rota. Um prestígio para unidades especializadas de repressão, que constituem a minoria, 10% dos batalhões da PM, e a grande parte que faz o trabalho de prevenção efetivamente estava sendo desprestigiada. A polícia estava aumentando muito a sua letalidade. É importante, inclusive, verificar que ela escolheu para ser o subcomandante, seu auxiliar imediato, um coronel que é psicólogo e tem atuado, inclusive, em áreas de atendimento, de questões mentais dos policiais, já que o trabalho é extremamente estressante, o trabalho policial”, argumenta.
Ele explica que, em um momento de aumento crescente de casos de feminicídio no Brasil, uma liderança feminina vai ser muito importante: “Ela passará a ser uma voz importante, ajudará nas medidas e nas políticas para enfrentar esse problema”.
“O posicionamento da comandante, no caso, como mulher, vai ser extremamente importante, e, no âmbito interno, ela vai fortalecer as estruturas que já são de muito respeito em relação às mulheres aqui dentro da Polícia Militar”, completa.
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